O vereador Elan Alencar (DC) afirmou, nesta quarta-feira (12), que continuará recorrendo da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) que manteve a cassação de sua chapa por fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. A declaração foi dada durante entrevista à imprensa, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), após o Ministério Público Eleitoral (MPE) manter o parecer favorável à anulação do registro do Democracia Cristã (DC).
Segundo o parlamentar, ele não cometeu irregularidades e considera que eventuais falhas são de responsabilidade do partido. “Eu sempre falo que não cometi nenhum erro. Registrei minha candidatura, fiz minha parte, tive votos suficientes para ser eleito, atingi a cláusula dos 20%, com 8.611 votos. O Ministério Público está fazendo o papel dele, e a mim cabe me defender”, declarou Alencar ao site O Poder.
O vereador destacou que segue no exercício do mandato e que recorrerá “até as últimas instâncias”. “Existe uma decisão e a gente vai recorrer para outras instâncias. Serei candidato a deputado estadual tão logo isso aconteça no próximo ano. Eu não me torno inelegível em nenhum momento. Estou aqui cumprindo meu papel, trabalhando pela cidade de Manaus”, afirmou.
Elan também ressaltou que o registro e a verificação das candidaturas são de competência dos partidos políticos e da Justiça Eleitoral.
“O próprio Ministério Público Eleitoral faz parte do processo de homologar as candidaturas e fiscalizar se somos ficha limpa. Eu tenho todas as minhas certidões em dia, sou ficha limpa, não tenho nenhum processo no eleitoral. Quem cometeu algum tipo de erro, se cometeu, foi uma questão do partido”, defendeu.
O parlamentar disse ainda que não tem mantido diálogo com o diretório da sigla sobre o caso e que o problema da cota de gênero tem se repetido em diferentes municípios do país.
“Com o partido eu não tenho discutido nada, porque o que fiz foi ser candidato pelo partido e registrar minha candidatura. Você imagina que quase todos os municípios estão tendo esse problema de cota de gênero. Eu não registro candidatura dos outros, não cuido de saber se alguém é ficha limpa ou não. Quem cuida disso é o partido”, completou.
O MPE manteve na terça-feira (11) o parecer que recomenda a cassação do mandato de Elan Alencar e a nulidade dos registros e diplomas de todos os candidatos do Democracia Cristã (DC), após reconhecer irregularidades em candidaturas femininas da sigla nas eleições de 2024.
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