Em evento realizado em Belém, o deputado federal e ex-ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). A mudança de sigla acompanha a confirmação de sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026.
Após meses sem legenda oficial, Sabino escolheu o PDT como base para seu projeto majoritário. O parlamentar, que vinha mantendo uma agenda intensa pelo interior do Estado, destacou que sua decisão foi pautada pela busca de uma agremiação que dialogue com o “desenvolvimento e o progressismo”.
A movimentação é vista como um movimento estratégico para consolidar o apoio do Palácio do Planalto no Pará. Durante o anúncio, Sabino reforçou seu compromisso com as pautas do governo federal e sua intenção de ser uma voz forte para o estado em Brasília.
Divórcio com o União Brasil
A trajetória de Sabino até o PDT foi marcada por uma turbulenta saída do União Brasil no final de 2025. A executiva nacional do partido havia ordenado que seus ministros deixassem os cargos no governo Lula.
Sabino optou por permanecer à frente do Ministério do Turismo, alegando lealdade ao projeto de governo e a importância de concluir entregas para a COP30, que será sediada em Belém. O descumprimento da ordem partidária resultou em sua expulsão por “infidelidade partidária”, deixando-o sem partido e sem o comando do diretório estadual da antiga sigla.
Impacto na Política Paraense
Com a entrada de Sabino no PDT, o partido de Carlos Lupi ganha um palanque de peso no Norte do país. O deputado aposta na visibilidade conquistada durante sua gestão no Ministério do Turismo — onde focou em conectividade aérea e no fortalecimento do PIB através do setor — para conquistar uma das duas vagas que estarão em disputa para o Senado em 2026.
“Estamos construindo um projeto que une a experiência de gestão com o amor pelo Pará. O PDT nos dá a segurança ideológica para seguir trabalhando pelo povo paraense”, afirmou Sabino durante o ato de filiação.