O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) manteve, por unanimidade, a inelegibilidade do ex-deputado federal Wladimir Costa (Podemos). A decisão foi tomada após a rejeição de recurso apresentado pela defesa, considerado protelatório pelos desembargadores.
Segundo o acórdão, o ex-parlamentar utilizou redes sociais para atacar a deputada federal Renilce Nicodemos (MDB-PA), com ofensas e exigência de vantagens financeiras para cessar as publicações. A Justiça entendeu que as condutas configuram violência política de gênero e tentativa de extorsão.
Com a decisão, Wladimir Costa permanece inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. Ele responde ao processo em liberdade, mas sob medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com a parlamentar.
Histórico político e mudança de partido
Wladimir Costa teve trajetória marcada por diferentes filiações partidárias. Ele já passou por siglas como PMDB (atual MDB e Solidariedade (SD), antes de se filiar recentemente ao Podemos, legenda pela qual tentava se reposicionar politicamente no estado.
Condenações acumuladas
O ex-deputado acumula uma série de decisões judiciais. Em setembro de 2024, foi condenado a 12 anos de prisão por crimes envolvendo violência política, extorsão, perseguição e difamação contra a deputada.
Em 2025, o TRE reduziu parte da pena e revogou a prisão preventiva em determinados momentos, mas ele voltou ao sistema prisional após descumprimento de medidas.
Antes disso, em 2017, o tribunal já havia cassado seu mandato por uso de recursos ilícitos na campanha de 2014, tornando-o inelegível por oito anos.
Além dos processos eleitorais, Wladimir também foi condenado por injúria e difamação contra um jornalista e por ofensas contra artistas nas redes sociais, o que resultou em novas medidas judiciais e prisões ao longo dos últimos anos.