Prefeitura se manifesta sobre paralisação do transporte especial e diz que movimento não tem relação com município

IMMU afirma que reivindicações salariais são direcionadas às empresas do setor; paralisação provocou bloqueios e congestionamentos em diferentes pontos de Manaus
Redação O Poder
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A Prefeitura de Manaus se manifestou nesta quinta-feira (20) sobre a paralisação dos trabalhadores do transporte especial que atende funcionários do Distrito Industrial e afirmou que o movimento não possui relação com a administração municipal.

Em nota divulgada por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), a prefeitura esclareceu que as reivindicações apresentadas pela categoria envolvem questões salariais discutidas diretamente com as empresas responsáveis pelo serviço.

“A categoria reivindica ajustes salariais diretamente junto às empresas do setor”, informou o IMMU.

A manifestação ocorre após a paralisação iniciada nas primeiras horas desta quinta provocar impactos no trânsito e afetar o deslocamento de trabalhadores que utilizam as rotas especiais para chegar às empresas do Polo Industrial de Manaus.

Segundo informações apresentadas pelos trabalhadores, a categoria reivindica reajuste salarial de 12%, além de melhorias nos benefícios de alimentação e vale-refeição. Uma proposta de reajuste de 5% teria sido apresentada durante as negociações, mas foi rejeitada.

Impactos no trânsito

Apesar de afastar qualquer relação da Prefeitura de Manaus com as negociações trabalhistas, o IMMU informou que agentes municipais foram enviados aos locais afetados para organizar o fluxo de veículos e orientar os condutores.

De acordo com o instituto, foram registrados bloqueios e impactos no tráfego na avenida Torquato Tapajós, nas proximidades do Barão; na rotatória da Suframa; Ponte Rio Negro; Grande Circular; rotatória da Samsung; e no sambódromo, na avenida Pedro Teixeira.

Dezenas de ônibus do transporte especial foram concentrados em diferentes pontos da capital durante a mobilização.

O movimento também provocou dificuldades para trabalhadores do Distrito Industrial que dependem das rotas especiais. Durante a manhã, não havia indicação de adesão dos ônibus do transporte coletivo convencional à paralisação.

Reivindicações

Representantes dos trabalhadores afirmam que a mobilização busca pressionar as empresas por melhores condições salariais e benefícios.

Além do reajuste de 12%, a categoria cobra mudanças nos valores destinados à alimentação. Segundo representantes do movimento, motoristas recebem atualmente cerca de R$ 2.954 de salário e aproximadamente R$ 503 de benefício de alimentação.

Os trabalhadores afirmaram ainda que a paralisação ocorre de forma pacífica e que aguardam avanço nas negociações para definir os próximos passos da mobilização.

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