MPF destaca crescimento de manifestações enviadas ao STJ em 2024

Ministério Público Federal destaca aumento significativo de manifestações enviadas ao Superior Tribunal de Justiça em 2024, com ênfase nos casos criminais e de autoridades.
Redação O Poder
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Na sessão de encerramento do Ano Judiciário no Superior Tribunal de Justiça (STF), nessa quinta-feira (19), o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, destacou o “crescimento substancial” da atuação do Ministério Público Federal (MPF) perante a Corte em 2024. Ao longo do ano, foram encaminhadas 533.855 manifestações ao STJ, sendo 378.384 em relação ao tema criminal, aumento de 17% em relação a 2023.

Ao representar o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, na sessão, o vice-PGR enfatizou ainda o aumento de manifestações enviadas à Corte Especial, órgão composto pelos 15 ministros mais antigos do Tribunal e que julga as ações penais contra governadores e outras autoridades. Em 2024, foram 4.344 manifestações do MPF, em comparação com 2.280 em 2023.

Outro dado expressivo é que o tempo médio de permanência do processo na Procuradoria-Geral da República (PGR) caiu pela metade, passando de 6 dias, no ano passado, para 3 dias neste ano. Além disso, ao longo de 2024, o MPF ofereceu 13 denúncias e 35 pedidos de instauração de inquérito, sendo 75 a mais do que em 2023.

Entre os julgamentos realizados pelo STJ em 2024, Chateaubriand ressaltou a homologação de decisão estrangeira que permitiu a transferência do processo envolvendo o ex-jogador de futebol Robson de Souza, conhecido como Robinho, condenado por estupro coletivo pela Justiça italiana. Com a decisão do STJ, tomada em março, ele terá que cumprir a pena de nove anos de prisão no Brasil.

“Conseguimos estar à altura das melhores expectativas que se espera do órgão constitucionalmente encarregado de desempenhar essa função perante o STJ, e, sobretudo, naquela que é a mais típica e representativa dessas funções, que é a matéria criminal”, pontuou o vice-PGR. Ao parabenizar a “atuação excepcional” do STJ, Chateaubriand reiterou que o “gigantesco trabalho” desempenhado pelo Tribunal também reflete no MPF.

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