Vereador Thiago Tezzari é investigado por rachadinha e lavagem de dinheiro em Porto Velho (RO)

Vereador de Porto Velho (RO) é investigado por suspeitas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Na madrugada desta sexta-feira (10), a Polícia Civil de Rondônia, por meio da 2ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco 2), em conjunto com o Ministério Público do Estado (MPRO) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a Operação Face Oculta, em Porto Velho (RO).

A ação tem como objetivo desarticular um suposto esquema criminoso que envolve o vereador Thiago Tezzari e cinco assessores parlamentares, investigados pelos crimes de rachadinha, peculato e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão e seis de afastamento cautelar de função pública, além da proibição de acesso à Câmara Municipal e de contato entre os investigados. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara de Garantias Criminais de Porto Velho.

Esquema e desvio de salários

Segundo as investigações, o grupo é acusado de manter funcionários fantasmas e reter parte dos salários de servidores comissionados, que devolveriam parte dos vencimentos ao parlamentar, configurando desvio de recursos públicos.

Os mandados foram executados em diversos endereços, incluindo o gabinete do vereador, residências particulares, empresas e uma associação cultural ligada aos investigados.

Participaram da operação equipes do Departamento de Combate ao Crime Organizado (Decco), Dracos 1 e 2, Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), Delegacia de Assuntos Penitenciários, Gerência Administrativa e Financeira (GAF), Denarc, Caex e Gaeco.

Afastamento e origem do nome da operação

O afastamento dos servidores e do vereador tem duração inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado conforme o andamento das investigações.

O nome da operação, “Face Oculta”, faz referência à parte “oculta” dos vencimentos dos assessores, que, segundo a Polícia, era desviada e apropriada pelo vereador, disfarçando o verdadeiro destino dos valores.

As investigações continuam sob sigilo, e os órgãos de controle afirmam que novas diligências poderão ocorrer nos próximos dias.

Carregar Comentários