A vereadora Rosana Pereira Lima se pronunciou neste sábado (11) sobre o escândalo envolvendo o colega de Câmara William Cândido de Souza (Republicanos), preso na noite de sexta-feira (10) após ser flagrado cometendo ato obsceno e importunação sexual em uma rua de Ji-Paraná (RO).
De acordo com informações da Polícia Militar, o parlamentar foi detido após ser visto se masturbando em via pública, aparentemente sob efeito de álcool.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Rosana classificou o caso como “gravíssimo” e cobrou providências imediatas.
“É inadmissível esse tipo de comportamento. Ele foi detido por importunação sexual, embriaguez e desacato à autoridade. Na minha opinião, a Câmara de Vereadores deve afastá-lo imediatamente para que responda às acusações fora do cargo”, afirmou.
Prisão ocorreu após denúncia de moradora
Conforme o boletim de ocorrência, o caso aconteceu na Rua Goiânia, no bairro Centro. Uma mulher acionou a Polícia Militar após notar o vereador em frente à sua casa, fazendo gestos e chamando sua atenção.
Ao observar melhor, a vítima relatou que William Cândido estava com as calças abaixadas, se masturbando e olhando fixamente em sua direção. A moradora informou ainda que o parlamentar aparentava estar embriagado e que, dias antes, havia começado a receber mensagens inconvenientes dele após ter seu número de telefone descoberto por meios desconhecidos.
O político foi localizado nas proximidades, com forte odor etílico, fala desconexa e comportamento agressivo. William Cândido de Souza foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Ji-Paraná e deve responder por importunação sexual e ato obsceno.
Câmara é pressionada por afastamento imediato
O caso gerou ampla repercussão em Ji-Paraná e dentro da própria Câmara Municipal. Além da vereadora Rosana Pereira Lima, o ex-vereador Weliton Fonseca também cobrou uma resposta institucional.
“Agora ele já está na Justiça porque foi pego por importunação e assédio. Os colegas aliviaram antes, mas agora é hora de tomar uma atitude. Tomem vergonha na cara”, declarou Weliton em vídeo divulgado nas redes sociais.
Até o momento, a Câmara de Ji-Paraná não se manifestou oficialmente sobre o caso nem sobre a possibilidade de abertura de processo de cassação do mandato.
Histórico e repercussão
Segundo informações do portal oficial da Câmara, William Cândido de Souza também atua como porteiro e professor da Escola Dominical na Igreja Assembleia de Deus, onde lecionava para crianças. Fiéis afirmaram que ele não deve exercer a atividade neste domingo.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Rondônia, que busca reunir provas e depoimentos para esclarecer as circunstâncias do crime.