Tadeu de Souza abre jogo sobre eleições, pressões partidárias e limites da gestão pública

Vice-governador do Amazonas fala sobre trajetória, cenário partidário, relações políticas e perspectivas para o futuro.
Redação O Poder
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O Grupo Norte de Comunicação iniciou uma nova série de entrevistas especiais com o objetivo de aprofundar a análise do atual momento político e econômico do Amazonas. A TV Norte passou a exibir, a partir desta quarta-feira (3), conversas com diversas personalidades do Estado. O primeiro entrevistado pelo jornalista Álvaro Corado foi o vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza (Avante), que falou sobre trajetória, cenário partidário, relações políticas e perspectivas para o futuro.

Tadeu fez uma série de avaliações sobre sua trajetória, o cenário político do Estado e seus próximos passos em um ano que antecede as eleições de 2026. Formado em Direito pela Ufam e procurador de carreira, ele afirmou que sua vida sempre esteve ligada ao serviço público. O vice-governador reconheceu que a transição de uma função técnica para o ambiente político envolve contradições. Segundo ele, profissionais com formação mais rígida podem se frustrar ao lidar com pressões externas e interesses que tentam interferir na gestão pública.

Ainda assim, considera natural que a política envolva articulações, desde que não haja captura da máquina pública. “O que não pode é deixar que interesses partidários capturem o serviço público”, reforçou.

Assédio partidário e eleições de 2026

O vice-governador confirmou que está sendo procurado por diferentes partidos, entre eles PL, PDT e União Progressista e mantém conversas desde janeiro deste ano. Ele diz que não tem compromisso com nenhum grupo e que seu processo de escolha será pautado pelo que considera melhor para o Amazonas.

Tadeu admitiu simpatia pelo PDT e boa relação com dirigentes do PL, mas descartou aproximação com o recém-criado Partido Missão. Também reconhece que seu nome passou a ser disputado em razão da possibilidade de assumir o governo após 2026. “Com mais de 50 anos, eu não tenho tempo a perder. Quero fazer bem pelo Amazonas”, afirmou.

Relação com Prefeito David Almeida: amizade não interfere no cargo

Sobre a ligação histórica com o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), Tadeu afirmou que a relação é de amizade e respeito, mas que isso não influencia suas decisões institucionais. Ele disse que, se assumir o governo, não haverá dependência política nem subordinação. “Eu não posso permitir que nenhum projeto pessoal de poder utilize a cadeira ou a caneta do governador. A coisa pública sempre vem em primeiro lugar”, ressaltou.

Respeito a Wilson Lima e defesa da continuidade de políticas de Estado

O vice-governador reiterou o respeito pessoal e institucional que mantém com o governador Wilson Lima ( UB) e disse que acompanha de perto o andamento de programas estratégicos. “Eu nunca fiz oposição ao governador. Pelo contrário. Sempre me coloquei no papel de ajudar”, afirmou. Tadeu defendeu que políticas de Estado devem continuar independentemente de mudanças partidárias.

Limites da gestão pública e responsabilidade institucional

Tadeu também destacou que há problemas que não dependem apenas da vontade do Executivo e exigem coordenação com outros poderes e com a União. Para ele, nenhum gestor governa sozinho, mas é fundamental impedir que estruturas públicas sejam capturadas por interesses políticos.

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