O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o general da reserva Augusto Heleno deveriam cumprir eventual pena em regime domiciliar. Segundo ele, as condições de saúde de ambos justificariam a adoção da medida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Mourão destacou que Augusto Heleno, de 78 anos, enfrenta limitações físicas relacionadas à idade e ao histórico de décadas dedicadas à vida militar e ao serviço público. De acordo com o senador, esses fatores já foram apresentados ao ministro Alexandre de Moraes como argumento para a concessão da prisão domiciliar.
“O general Heleno tem problemas de saúde há algum tempo, algo natural para quem chegou aos 78 anos após uma carreira marcada por pressão constante. Essas circunstâncias deixam sequelas, e isso foi levado ao conhecimento do ministro Alexandre de Moraes, assim como a situação do Bolsonaro”, afirmou.
Ao comentar o estado clínico do ex-presidente, Mourão foi enfático ao classificar o quadro como preocupante. “O Bolsonaro vive no limite, anda no fio da navalha. Ele pode morrer de um dia para o outro”, declarou.
A saúde de Jair Bolsonaro tem sido utilizada por aliados como um dos principais fundamentos nos pedidos encaminhados ao STF. Na sexta-feira (12/12), a defesa solicitou autorização para a realização de um procedimento cirúrgico e voltou a pedir a conversão da prisão para o regime domiciliar, alegando a necessidade de acompanhamento médico contínuo, incompatível com o sistema prisional convencional.
No sábado (13/12), o ministro Alexandre de Moraes autorizou a realização de exames médicos nas instalações da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde Bolsonaro está detido. A medida tem como objetivo avaliar a real necessidade de intervenção cirúrgica e fornecer subsídios técnicos para futuras decisões da Corte.