O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças norte-americanas conduziram uma operação militar de grande escala em território venezuelano, resultando, segundo ele, na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. De acordo com Trump, ambos teriam sido retirados do país por via aérea.
A declaração foi feita por meio de publicação em rede social. Trump informou ainda que mais detalhes sobre a operação serão divulgados em entrevista coletiva marcada para as 11h (horário local), em sua residência na Flórida, o complexo de Mar-a-Lago.
O anúncio ocorre após uma madrugada marcada por fortes explosões em Caracas e em regiões dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Relatos locais indicam ataques a pontos considerados estratégicos, como o Forte Tiuna, complexo militar que abriga o Ministério da Defesa, e a base aérea de La Carlota. Moradores relataram sobrevoo intenso de aeronaves, tremores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Antes da declaração de Trump, o governo venezuelano havia denunciado o que classificou como uma “gravíssima agressão militar” e decretado estado de emergência no país.
Segundo informações divulgadas pela emissora Fox News, a operação teria contado com a atuação de forças especiais dos Estados Unidos e o uso de helicópteros militares, incluindo modelos Chinook, que teriam sido utilizados para retirar Maduro do país. Fontes da Casa Branca indicam que Trump autorizou a ação após meses de reforço da presença militar americana no entorno do litoral venezuelano e de pressões diplomáticas para que o presidente deixasse o cargo.
Em breve declaração ao jornal The New York Times, concedida a partir de sua residência na Flórida, Trump classificou a ação como “uma operação brilhante”, afirmando que houve planejamento detalhado e participação de militares altamente treinados.
O cenário permanece indefinido, enquanto a comunidade internacional acompanha com cautela os desdobramentos do que pode representar uma das maiores escaladas de tensão na América Latina nos últimos anos.