Em um cenário de pré-campanha cada vez mais acirrado, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), demonstrou confiança na sua estratégia para o Governo do Amazonas durante entrevista nesta segunda-feira (23/03). Mesmo aparecendo, em alguns levantamentos, na terceira posição, Almeida minimizou a desvantagem e revelou estar articulando uma base partidária robusta, mantida sob sigilo para evitar ataques de adversários.
“Eu quero crer que as alianças vão acontecer. Hoje eu tenho alguns partidos: três, quatro, tenho cinco partidos aliados. Faço até questão de não falar o nome de dois que estão aliados, porque senão o pessoal vai lá para tentar tirar o partido da gente. Então prefiro manter desta forma”, afirmou o prefeito.
Estratégia do “pé na estrada”
Ao ser questionado sobre o desempenho nas pesquisas atuais, David Almeida justificou os números pelo fato de ainda não ter iniciado suas agendas pelo interior do estado, ao contrário de seus principais concorrentes.
“Como os candidatos já estão à frente de mim há um ano fazendo campanha, eu acredito que quando eu sair da Prefeitura, que eu fizer as minhas reuniões, os meus encontros, as minhas viagens, a gente vai igualar, vai diminuir as diferenças”, explicou.
Confiança no segundo turno
Otimista, o prefeito destacou que os dados internos de sua equipe já mostram um cenário favorável para a continuidade da disputa em uma segunda etapa. Almeida reforçou que, em menos de um mês de movimentação mais intensa, os números tendem a refletir sua real força política.
“As pesquisas sérias que aparecem, as pesquisas que eu tenho, já me colocam no segundo turno. Estou bastante satisfeito sabendo que posso melhorar ainda mais e, sem dúvida alguma, estarei no segundo turno — se for da vontade de Deus e do povo — para ser o futuro do Estado”, concluiu.
A fala de Almeida sobre o “roubo” de partidos reflete o clima de tensão nos bastidores, onde a busca por tempo de TV e fundo partidário tem gerado uma verdadeira guerra fria entre os pré-candidatos ao Executivo estadual.