O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou 22 ações para contestar registros de candidatos que pretendem disputar as Eleições 2026 no Acre. Entre os nomes questionados está o ex-governador Gladson Cameli (Progressistas).
As impugnações foram encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) e apresentam diferentes fundamentos, que vão desde condenações judiciais e problemas relacionados a contas públicas até ausência de quitação eleitoral.
A apresentação das ações não representa o indeferimento automático das candidaturas. Cada processo deverá ser analisado individualmente pela Justiça Eleitoral, e os candidatos terão a possibilidade de apresentar defesa.
Pelo calendário eleitoral, os processos envolvendo registros de candidatura devem ser julgados até 14 de setembro.
Gladson entre os registros questionados

Um dos nomes de maior projeção política na relação é o de Gladson Cameli, do Progressistas. Conforme as informações divulgadas pelo Ministério Público Eleitoral, a impugnação apresentada contra o ex-governador tem como fundamento uma condenação criminal por órgão colegiado.
A existência da impugnação, entretanto, não significa que o registro de Gladson já tenha sido negado. Caberá ao TRE-AC analisar os argumentos apresentados pelas partes e decidir sobre a situação da candidatura.
Condenações e contas públicas
Além de Gladson, outros candidatos aparecem nas ações por questões relacionadas a condenações criminais.
Entre eles estão Joelso dos Santos Pontes (PSD), José Antônio Gomes da Silva (Novo), Kamila de Araújo Lopes (PSB), Jose Lucas Silva de Souza (PSB), Geisiane da Costa Maciel, a Gigi (PDT), Francisco Lopes Pessoa, o Chico Sombra (PSB), e Manoel Airton Souza da Costa, o M. Airton (Podemos).
Outra parcela das impugnações envolve decisões relacionadas a contas públicas.
Vagner José Sales (MDB), Jailson Pontes de Amorim (PSD), Marilete Vitorino de Siqueira (PSD), Edvaldo Soares de Magalhães (PCdoB), Isaac da Silva Piyãko (Federação Brasil da Esperança), Francisco Clodoaldo de Souza Rodrigues (PP) e Eros Asfuri Barroso (Podemos) aparecem entre os registros questionados por situações dessa natureza.
Os efeitos eleitorais de decisões envolvendo contas públicas dependem da análise de cada caso e dos requisitos previstos na legislação. Por isso, a existência de contas rejeitadas ou julgadas irregulares não significa, isoladamente, que o candidato esteja automaticamente fora da eleição.
Pendências com a Justiça Eleitoral
O Ministério Público também identificou situações relacionadas à quitação eleitoral.
Francisco de Paiva Melo Junior, o Junior Tomaz (PSD), teve o registro questionado por ausência de quitação eleitoral relacionada ao não comparecimento às urnas em 2014.
Sirlene Pereira Luz, a Professora Sirlene (MDB), aparece por irregularidade relacionada à prestação de contas, enquanto Jamyl Asfury Martins Oliveira (PSD) é citado por falta de pagamento de multa eleitoral.
Hernan de Paula Aires (Federação Brasil da Esperança) também teve o registro contestado por questão relacionada à quitação eleitoral, neste caso em razão de ausência às urnas em 2018.
Outros casos
A relação inclui ainda Claudemir Vicente Ferreira Júnior Parfan (Avante), cuja impugnação está relacionada à suspensão de direitos políticos decorrente de decisão judicial.
Antônia Lucileia Cruz Ramos Câmara (MDB), por sua vez, aparece em questionamentos envolvendo condenação criminal e improbidade administrativa.
Francisco Brígido da Costa (Federação PSDB/Cidadania) também integra a relação em razão de condenação criminal e de apontamento relacionado à inelegibilidade.
Veja os 22 registros contestados pelo MPE:
• Francisco de Paiva Melo Junior (Junior Tomaz) — PSD
• Sirlene Pereira Luz (Professora Sirlene) — MDB
• Vagner José Sales — MDB
• Antônia Lucileia Cruz Ramos Câmara — MDB
• Jamyl Asfury Martins Oliveira — PSD
• Claudemir Vicente Ferreira Júnior Parfan — Avante
• Joelso dos Santos Pontes — PSD
• José Antônio Gomes da Silva — Novo
• Jailson Pontes de Amorim — PSD
• Marilete Vitorino de Siqueira — PSD
• Hernan de Paula Aires — Federação Brasil da Esperança
• Gladson de Lima Cameli — Progressistas
• Francisco Brígido da Costa — Federação PSDB/Cidadania
• Edvaldo Soares de Magalhães — PCdoB
• Isaac da Silva Piyãko — Federação Brasil da Esperança
• Kamila de Araújo Lopes — PSB
• Francisco Clodoaldo de Souza Rodrigues — PP
• Jose Lucas Silva de Souza — PSB
• Geisiane da Costa Maciel (Gigi) — PDT
• Eros Asfuri Barroso — Podemos
• Francisco Lopes Pessoa (Chico Sombra) — PSB
• Manoel Airton Souza da Costa (M. Airton) — Podemos
O que acontece agora?
A partir das impugnações, os candidatos poderão apresentar suas manifestações e documentos nos respectivos processos. A decisão sobre aceitar ou rejeitar os argumentos apresentados pelo Ministério Público caberá à Justiça Eleitoral.
Mesmo em caso de decisão desfavorável em determinada etapa, a legislação eleitoral prevê hipóteses de recurso, o que pode permitir que uma candidatura permaneça sub judice enquanto o processo ainda estiver em tramitação.
Por isso, os 22 nomes são, neste momento, candidatos com registros contestados pelo Ministério Público Eleitoral, e não candidatos definitivamente impedidos de participar das Eleições 2026.