Promotor demitido por acusação de compra de votos pede para reassumir presidência de associação no Amapá

Furlan comunicou formalmente a intenção de retornar ao comando da entidade após o encerramento do período de afastamento.
Redação O Poder
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Demitido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o promotor de Justiça João Paulo de Oliveira Furlan pediu, na segunda-feira (17), para reassumir a presidência da Associação do Ministério Público do Estado do Amapá (AMPAP), cargo que ocupava antes de solicitar afastamento temporário.

Furlan foi demitido após ser acusado de participar de um esquema de compra de votos para beneficiar a campanha do irmão, Antônio Furlan (MDB), nas eleições municipais de 2020, quando ele disputava a Prefeitura de Macapá.

Em documento encaminhado ao Conselho Deliberativo e Fiscal da AMPAP, João Paulo Furlan comunicou formalmente a intenção de retornar ao comando da entidade após o encerramento do período de afastamento.

“João Paulo de Oliveira Furlan, Promotor de Justiça, matrícula nº 10065, Presidente da Associação do Ministério do Estado do Amapá, vem respeitosamente, à presença de Vossas Excelências comunicar sua reassunção ao exercício da Presidência da AMPAP, em razão do encerramento do período de afastamento temporário anteriormente requerido”, escreveu.

A decisão pela demissão do promotor foi tomada por unanimidade pelo CNMP, com placar de 11 votos a 0, durante julgamento realizado no dia 6 de agosto.

O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) concluiu que João Paulo Furlan praticou condutas consideradas incompatíveis com o exercício do cargo de promotor de Justiça. Ele era investigado por suposta participação em um esquema de compra de votos destinado a favorecer a candidatura do irmão à Prefeitura de Macapá.

João Paulo é irmão do ex-prefeito de Macapá e pré-candidato ao governo do Amapá, Antônio Furlan.

Irmão foi afastado da Prefeitura

Em março deste ano, Antônio Furlan foi afastado do comando da Prefeitura de Macapá por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, da Polícia Federal.

A investigação apura suspeitas de desvios de recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinadas à capital amapaense.

O pedido de reassunção de João Paulo Furlan à presidência da AMPAP ocorre dias após a decisão do CNMP que determinou sua demissão do Ministério Público. Ainda não há informações sobre a posição da associação em relação ao pedido.

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