“Foi um equívoco da Justiça”, diz Givancir após ter candidatura indeferida pelo TRE-AM

Presidente do Sindicato dos Rodoviários afirmou que vai recorrer e disse que a condenação teve origem em uma greve realizada em defesa da categoria
Redação O Poder
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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus e candidato a deputado estadual pelo Avante, Givancir Oliveira, reagiu à decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) que indeferiu seu registro de candidatura.

Em entrevista nesta segunda-feira (14), o sindicalista afirmou que considera a decisão um equívoco e disse acreditar que houve um mal-entendido na análise do caso.

“Foi um equívoco da Justiça”, declarou.

O TRE-AM indeferiu o registro de Givancir por unanimidade após entender que uma condenação criminal definitiva resultou na suspensão de seus direitos políticos, impedindo o registro da candidatura neste momento.

Givancir foi condenado pela Justiça Federal do Amazonas pelos crimes de paralisação de trabalho de interesse coletivo e desobediência. A pena de prisão foi substituída por penas restritivas de direitos.

Givancir diz que condenação veio de greve

Ao comentar a decisão, Givancir ressaltou que o processo não envolve crimes como corrupção, lavagem de dinheiro ou crime hediondo.

Segundo ele, a condenação teve origem em uma greve realizada durante sua atuação sindical para cobrar o pagamento de salários dos trabalhadores rodoviários.

O candidato afirmou ainda que nunca teria sido notificado para cumprir a condenação e disse que sua defesa apresentou recursos.

TRE-AM mantém entendimento sobre direitos políticos

Durante o julgamento, o TRE-AM considerou que a condenação já havia se tornado definitiva após um recurso ser considerado fora do prazo e essa decisão ter sido mantida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

A Corte destacou que, embora os crimes sejam considerados de menor potencial ofensivo e não gerem, nesse caso, inelegibilidade automática pela Lei da Ficha Limpa, a suspensão dos direitos políticos decorrente de condenação criminal definitiva impede o registro da candidatura.

Candidato anuncia recurso

Givancir afirmou que vai recorrer da decisão e disse que pretende continuar buscando o direito de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas.

Ele também classificou como perseguição o pedido de afastamento da presidência do sindicato. Apesar da crítica, declarou que ficará temporariamente afastado da entidade até o dia 6 de outubro.

“Vou brigar por esse mandato para disputar a eleição”, afirmou.

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