Manaus | AM
O ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou nesta quarta-feira (20) o afastamento imediato, por seis meses, do governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL). A decisão foi tomada após investigações da Polícia Federal (PF) apontarem suposto pagamento de propina e obstrução de investigações no âmbito da Saúde.
A ordem de afastamento do governador será submetida ao pleno da Corte do STJ, que pode mantê-la ou revogá-la, ainda nesta quarta. A PF realizou uma operação contra os desvios no plano de saúde dos servidores do estado, que chegam a R$ 44 milhões. As investigações apontam que delegados que tentavam investigar as fraudes eram afastados de seus cargos pelo governo.
Em 2019, o governador assinou um decreto que ficou conhecido como ‘Lei da Mordaça’, que proíbe delegados da Polícia Civil de criticarem autoridades públicas em entrevistas ou divulgar nomes de pessoas investigadas em operações policiais.
As operações começaram há cerca de 2 anos e reuniram um vasto conjunto de elementos que demonstram um complexo aparelhamento da estrutura estatal voltado a permitir a continuidade de diversos esquemas criminosos comandados pelos principais investigados. Segundo a PF, as equipes chegaram a Palmas em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para evitar vazamento de informações.
A Polícia Federal faz buscas na casa de Carlesse e na sede do governo do Tocantins. Também há mandados de busca e apreensão e há mandados de busca e apreensão contra secretários estaduais, dentre eles Cristiano Sampaio, titular da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP). Foram apreendidos dois veículos do governador e levados para a sede da PF em Palmas.