Barroso compara processos atuais à ditadura e defende transparência no STF

Presidente do STF compara processo contra Bolsonaro à época da ditadura e defende transparência nos julgamentos.
Redação O Poder
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, falou, nesta segunda-feira (8), sobre o modo de condução dos processos dentro da Corte. Ele afirmou que os trabalhos são baseados em provas e não em “disputa política ou ideológica”.

Barroso disse que referente à ação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele aguarda o momento correto para se pronunciar, mas alerta que tudo tem sido feito “à luz do dia”, diferentemente do que ocorria no período da ditadura militar.

“Processo penal é prova, não disputa política ou ideológica. Por ora, o que posso dizer é que, tendo vivido e combatido a ditadura, nela é que não havia devido processo legal público e transparente, acompanhado pela imprensa e pela sociedade em geral. Era um mundo de sombras. Hoje, tudo tem sido feito à luz do dia. O julgamento é um reflexo da realidade. Na vida, não adianta querer quebrar o espelho por não gostar da imagem”, disse em nota.

Cronograma

O julgamento de Bolsonaro, iniciado na última semana, retoma nesta terça-feira (9). O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, marcou sessões extras para o julgamento do Núcleo 1.

As sessões ocorrerão na próxima quinta-feira (11), após pedido do relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes, que solicitou agendamento adicional.

Antes, já estavam previstos encontros para:

As sessões ocorrerão na próxima quinta-feira (11), após pedido do relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes, que solicitou agendamento adicional.

Antes, já estavam previstos encontros para:

  • 9 de setembro, terça-feira, 9h às 12h (Extraordinária);
  • 9 de setembro, terça-feira, 14h às 19h (Ordinária);
  • 10 de setembro, quarta-feira, 9h às 12h (Extraordinária);
  • 12 de setembro, sexta-feira, 9h às 12h (Extraordinária);
  • 12 de setembro, sexta-feira, 14h às 19h (Extraordinária).

*Com informações de CNN

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