PT-AM enquadra dissidentes e desautoriza candidaturas ao “governo tampão”

Sob comando de Sinésio Campos, diretório estadual desautoriza candidaturas avulsas à eleição indireta, aciona Comissão de Ética e reafirma que decisões individuais não se sobrepõem à hierarquia da sigla
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O Diretório Estadual do PT no Amazonas decidiu agir com rigor para conter uma movimentação interna. Em documento enviado à Assembleia Legislativa (Aleam), o partido anunciou que não reconhece as candidaturas de dois filiados — Daniel Fabiano Soares de Araújo e Dayane de Jesus Dias — ao chamado “governo tampão”.

A decisão, assinada pelo presidente da sigla, Sinésio Campos, deixa claro: os nomes não têm o aval do partido e não representam a legenda na disputa.

O motivo do veto

De acordo com a direção do PT, os candidatos ignoraram as regras do estatuto. Para o partido, qualquer candidatura oficial precisa passar por debates internos e ser aprovada pela Executiva antes de ser anunciada. Como esse processo não aconteceu, as postulações são consideradas inválidas.

Além de barrar os nomes, o PT abriu uma investigação para apurar a conduta dos envolvidos. Eles são acusados de atuar contra as decisões da sigla e de fazer críticas públicas ofensivas à direção estadual. O caso agora será analisado pela Comissão de Ética, o que pode levar a punições mais severas.

O que está em jogo?

Essa medida é um recado claro de autoridade. Em momentos de incerteza política, como uma eleição para governo interino, é comum que surjam nomes tentando “vôos solos” para ganhar visibilidade ou negociar apoio. Ao desautorizar os filiados publicamente, Sinésio Campos cumpre dois objetivos:

1. Mantém o controle do grupo: Evita que o partido pareça rachado ou sem liderança.

2. Centraliza as negociações: Garante que qualquer conversa política sobre o futuro do estado passe oficialmente pela cúpula do PT, e não por iniciativas individuais.

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