Plano Municipal de Saneamento avança na Câmara de Manaus após aprovação de urgência

Projeto enviado pela Prefeitura divide opiniões entre vereadores, que debatem necessidade de aprofundar discussões sobre abastecimento de água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos.
Redação O Poder
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A Câmara Municipal de Manaus deu início à tramitação do Projeto de Lei nº 529/2026, que institui a Política Municipal de Saneamento Básico e atualiza o Plano Municipal de Saneamento Básico da capital. A proposta encaminhada pela Prefeitura teve o pedido de urgência aprovado durante sessão plenária desta segunda-feira (1º), mas provocou divergências entre os parlamentares.

A principal discussão não girou em torno do mérito do projeto, mas da velocidade com que a matéria passará pelas etapas legislativas. Vereadores da oposição defenderam mais tempo para análise e participação popular, argumentando que o tema afeta diretamente milhões de moradores e envolve questões essenciais para a qualidade de vida da população.

Entre os pontos contemplados pelo plano estão ações relacionadas ao abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, drenagem urbana e manejo de resíduos sólidos. Parlamentares que questionaram a urgência alegaram que a proposta deveria passar por audiências públicas antes de avançar nas comissões da Casa.

Durante o debate, vereadores também destacaram problemas históricos enfrentados por moradores de áreas afetadas por alagamentos e pelo descarte inadequado de resíduos em igarapés. Para esses parlamentares, a elaboração de um planejamento para o saneamento da cidade é necessária, mas exige maior diálogo com a sociedade civil e especialistas do setor.

Por outro lado, integrantes da base aliada da Prefeitura defenderam a aprovação da urgência, afirmando que a medida não elimina a possibilidade de discussão do conteúdo do projeto. Segundo esse entendimento, a tramitação acelerada apenas permite que a matéria avance nas comissões, onde ainda poderá receber contribuições, emendas e até mesmo ser debatida em audiências públicas.

Defensores da proposta também ressaltaram que a atualização do plano atende exigências do marco legal do saneamento e busca adequar o planejamento municipal às normas federais vigentes. Além disso, o texto prevê mecanismos de monitoramento, avaliação e revisão periódica das metas estabelecidas para o setor.

Ao final da sessão, a maioria dos vereadores votou favoravelmente ao regime de urgência. Com isso, o projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, primeira etapa formal da tramitação antes de retornar ao plenário para votação definitiva.

 

Vereadores que votaram contra a urgência
Registraram voto contrário ao regime de urgência os vereadores Rodrigo Guedes, Rodrigo Sá, Ivo Neto, Zé Ricardo, Eurico Tavares, Saimon Bessa, Sargento Salazar, Raiff Matos, Capitão Carpê e Aldenor Lima.

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