- Uma publicação feita pelo presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), Alex Redano (Republicanos), ganhou repercussão após a deflagração da Operação Reduto pela Polícia Federal, nesta quinta-feira (9).
Na noite anterior à operação, Redano publicou um vídeo nas redes sociais em tom de desabafo. O parlamentar afirmou que, com a aproximação das eleições, lideranças estariam fazendo acusações e denúncias que, segundo ele, poderiam até induzir o Judiciário ao erro.
“A gente nota que agora, ao se aproximar do pleito eleitoral, tem muitas lideranças, muitas acusações, muitas vezes levando o próprio Judiciário ao erro, induzindo o Judiciário ao erro”, afirmou.
Durante o vídeo, o presidente da Alero também falou em perseguição e disse ter recebido, pouco antes da gravação, informações que o deixaram preocupado.
“Recebo há pouco algumas notícias que nos deixam preocupados, mas, ao mesmo tempo, com a consciência tranquila, e responder tudo isso com muita verdade e transparência. E, principalmente, muito trabalho”, declarou.
Redano ainda mencionou “concorrentes” e “inimigos” e criticou o que classificou como denúncias infundadas.
Horas depois da publicação, a Polícia Federal deflagrou a Operação Reduto e cumpriu diligências em Porto Velho, Ariquemes e Manaus. A sede da Assembleia Legislativa de Rondônia esteve entre os locais com movimentação de agentes da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU).
A proximidade entre a postagem e a ação policial chamou atenção e provocou repercussão nas redes sociais.
Até o momento, porém, a Polícia Federal não informou oficialmente que Alex Redano seja alvo da Operação Reduto ou que a publicação feita pelo parlamentar tenha relação direta com a investigação.
A operação apura um possível esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. Segundo a PF, uma das frentes investigadas teria utilizado contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa para movimentar recursos.
As investigações identificaram movimentações financeiras suspeitas superiores a R$ 9 milhões. A ação teve 19 mandados de busca e apreensão, duas prisões preventivas e o afastamento de 11 servidores públicos.
O caso continua sob investigação.