Autor esquerdista condena ‘postura totalitária’ da esquerda

Crítico de esquerda acusa movimento identitário de adotar posturas totalitárias no Brasil.
Redação O Poder
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Antonio Risério, ex-membro de movimentos revolucionários e antes ligado à esquerda, critica a chamada “esquerda identitária” no Brasil.

O crítico alega que essa corrente adotou posturas totalitárias, impondo um pensamento único em nome da diversidade, e que qualquer discordância é punida. Risério afirma que os movimentos sociais que defendem pautas identitárias pressionam as pessoas a apoiarem suas causas, mesmo que não concordem, sob o risco de serem rotuladas e terem suas carreiras prejudicadas.

O autor argumenta que o identitarismo se tornou o discurso das elites de poder no país, sendo abraçado por veículos de mídia, empresas e até mesmo pelo governo. Para Risério, o verdadeiro problema no Brasil é a desigualdade social, que não escolhe cor ou gênero, e o identitarismo desvia a atenção desse problema.

Ele também critica a falta de diálogo e debate no movimento identitário, que tende a responder com ataques frontais. No fim, ele argumenta que o identitarismo ameaça a liberdade de pensamento e promove o sectarismo.

“Hoje de fato vivemos nesse campo sob a ditadura do pensamento único. Principalmente depois que o discurso inicialmente contestador das minorias, foi abraçado pelas elites dominantes e dirigentes, entre cujas frações devemos incluir a elite midiática, de modo que há tempos nos Estados Unidos e mais recentemente no Brasil, o identitarismo é o discurso do poder, como se vê hoje no novo governo lulopetista. É o discurso da burguesia, do Itaú Unibanco, da Magazine Luiza, da Natura, é o discurso da grande mídia capitaneada pela Rede Globo e pela Folha de S. Paulo. Por fim, o identitarismo é o novo cânone. O filósofo Sérgio Paulo Rouanet já na década de 1990 denunciava a projeção do fascismo no identitarismo”., afirma Rogério.
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