Nas redes sociais, o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, fez críticas ao discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU em Nova York, nos Estados Unidos. Em seu pronunciamento, Lula abordou questões relacionadas ao Conselho de Segurança da ONU e expressou o desejo de que o Brasil se torne um membro permanente desse órgão.
O ex-tucano apontou que a tradição de abrir a Assembleia Geral da ONU cabe ao Brasil, lembrando nomes como Getúlio Vargas e seu chanceler Oswaldo Aranha, que desempenharam papéis fundamentais na história diplomática do país. Aranha, por exemplo, teve um papel significativo na criação do Estado de Israel e na busca de equilíbrio nas relações entre israelenses e palestinos.
O ex-prefeito destacou que a diplomacia brasileira costumava ser reconhecida como uma das melhores do mundo, mas atualmente enfrenta desafios e questionamentos em relação à sua eficácia.
Quanto ao discurso de Lula, Arthur Neto criticou o desejo do presidente de ingressar no Conselho de Segurança da ONU como membro permanente. Ele argumentou que fazer parte do Conselho não representaria uma diferença significativa, uma vez que apenas cinco países, com os Estados Unidos e a China à frente, têm o poder de veto e, portanto, dominam as decisões.
O ex-prefeito da capital amazonense ressaltou que um simples membro permanente brasileiro no Conselho de Segurança não teria impacto real nas deliberações desse órgão. Ele sugeriu que, ao entrar no Conselho, o Brasil provavelmente seria apenas um espectador nas decisões tomadas pelos cinco grandes membros.
Além disso, Arthur mencionou um episódio em que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, se recusou a aplaudir o discurso de Lula na ONU. Ele também mencionou a participação do presidente petista em uma reunião do G-77, que reúne líderes de diversos países, incluindo autocratas e ditadores.