Durante a eleição da mesa diretora do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) para o biênio 2024/2025, o presidente da corte, conselheiro Érico Desterro, e o conselheiro Júlio Pinheiro tiveram um breve desentendimento. O conselheiro Júlio Pinheiro solicitou à presidência que a apuração dos votos fosse realizada apenas após a votação para os cargos de presidente e vice-presidente. No entanto, o presidente Érico Desterro negou veementemente a solicitação.
“Não. Eu vou fazer como sempre fizemos, conselheiro. Nós sempre fizemos assim”, enfatizou
Pinheiro insistiu em afirmar que a nova lei exige uma abordagem diferente e a necessidade de simultaneidade na eleição.
“A Lei nova tem que ser simultânea. Eu não tenho aqui, mas fala em simultaneidade. Sugestão que eu faço à vossa excelência. Não há prejuízo porque todos os votos são marcados”, declarou.
Após entregar a nova lei à Pinheiro, o presidente enfatizou novamente:
“Exatamente por isso que estou dizendo que eu vou fazer do jeito que sempre foi feito e eu não vi na lei essa nova regra. Há várias novas regras na lei. Há novas disposições, mas esta eu não vi.”
E foi questionado novamente por Pinheiro:
“Vossa excelência acha que tem que ser de um modo diferente?”
Por fim, Érico Desterro perguntou se alguém no tribunal pleno tinha uma opinião diferente sobre como a eleição deveria ser conduzida, e, após nenhum dos conselheiros entrar em desacordo, prosseguiu com a eleição.
“Eu não acho. Eu tenho certeza que as eleições devem ser feitas como nós sempre fizemos. Isso aí não altera a sistemática das eleições. Mas o tribunal quer discutir esse assunto? Posso interromper a eleição, mandar ao Ministério Público para que o Ministério Público se manifeste”, concluiu.
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