A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) emitiu uma forte crítica à aprovação da PEC do Plasma pelo Senado Federal, denunciando os riscos à segurança transfusional no país. A instituição destaca que essa medida representa um retrocesso à política nacional do sangue, ferindo o princípio altruísta da doação voluntária que é essencial para manter os estoques de sangue abastecidos em todo o Brasil.
A PEC, identificada como 10-2022, traz uma emenda ao artigo 199 da Constituição Federal, permitindo a comercialização do Plasma por empresas privadas. A decisão gerou preocupações significativas na comunidade médica e na área da saúde.
A doação voluntária de sangue é vital para manter estoques seguros. Atualmente, o país adota um sistema 100% voluntário de doações, baseado na solidariedade e no compromisso cívico de ajudar os necessitados.
A Fundação Hemoam alerta que essa medida pode incentivar práticas inadequadas, como a coleta excessiva de Plasma, colocando em risco a saúde dos doadores.
Além disso, a PEC do Plasma representa um retrocesso na política nacional do sangue, que sempre priorizou a doação altruísta para garantir produtos sanguíneos de alta qualidade essenciais em procedimentos médicos, como cirurgias, tratamentos de câncer e transplantes.
Os riscos associados à comercialização do Plasma incluem a exploração descontrolada desse recurso, aumentando os riscos de contaminação, baixa qualidade e escassez de Plasma seguro.
