Marina Silva não anuncia ações concretas para combater queimadas no Amazonas e subestima compreensão pública sobre questões ambientais

Ministra do Meio Ambiente é criticada por não apresentar ações concretas para combater queimadas no Amazonas e subestimar a compreensão pública sobre questões ambientais.
Redação O Poder
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A Ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, afirmou durante uma entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (13), em Brasília (DF), que “fazer aquilo que o povo quer e não sabe o que quer é a parte mais difícil”, ao se referir sobre o trabalho que vem sendo feito pela pasta. Ela estava acompanhada por representantes de outros ministérios para discutir as ações relacionadas à situação das queimadas no Amazonas.

“É um trabalho difícil, mas nós sabemos o tamanho da responsabilidade que é fazer aquilo que o povo quer, muito fácil. Fazer aquilo que o povo quer e não sabe o que quer é a parte mais difícil, que faz parte do nosso trabalho. Muitas vezes as pessoas não entendem por que não quer deixar fazer a queimada, não deixa de fazer o desmatamento, exatamente para que a gente não chegue a uma situação extrema”, declarou.

Marina ainda pediu “apoio da população” ao reforçar que, além da ação dos brigadistas e de todo o efetivo envolvido, é necessário que as pessoas “parem de atear fogo no local”. Ela classificou a atuação como “criminosa” em propriedades privadas e áreas públicas como um dos fatores que agravam as queimadas no Estado, o que pode ser interpretado como uma acusação generalizada à população, ignorando a complexidade das causas das queimadas.

“É uma situação de extrema gravidade porque há cruzamento de três fatores: grande estiagem provocada pelo El Niño; matéria orgânica em grande quantidade ressecada; ateamento de fogo em propriedade particulares e dentro de áreas públicas de forma criminosa”, disse Marina.

Ações paliativas anunciadas pelo Governo Federal:

  • Emprego de 289 brigadistas;
  • Doação de 200 kits de equipamentos para brigadistas;
  • Disponibilização de 2 helicópteros;
  • Campanha de utilidade pública para prevenção dos florestais;
  • Intensificação da fiscalização e responsabilização dos infratores;
  • Apoio com equipe especializada para resgate de fauna.

Crise da fumaça

Este é o pior outubro de queimadas no estado da série histórica, apurada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desde 1998. O órgão contabilizou até ontem (12) 2.770 focos de calor ativos. A onda de queimadas irregulares, provocadas por agropecuaristas, gera uma nuvem de fumaça que atinge Manaus e outras cidades do Amazonas.

Omissão

Marina alertou que é preciso que a prevenção deverá ser uma prioridade, com o agravamento das tragédias climáticas, mas não pontuou ações concretas para combater as queimadas e previnir futuros incidentes.

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