‘Ativistas da internet’ que se calaram na crise de queimadas na Amazônia

Celebridades que antes protestaram pela Amazônia estão em silêncio durante a crise de queimadas no Amazonas.
Redação O Poder
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Apesar da Amazônia enfrentar atualmente uma crise de queimadas e uma onda de fumaça que está sufocando Manaus e outras cidades do Amazonas, algumas celebridades que já se posicionaram em “defesa da floresta” estão em silêncio.

Greta Thunberg, intitulada como o ícone da luta da juventude contra as mudanças climáticas, e que coordenou protestos pela Amazônia em diversos momentos, está notavelmente ausente.

Leonardo DiCaprio, que mais recentemente elogiou Lula e atacou Bolsonaro por desmatamento, também permanece em silêncio. A cantora Anitta, que em Portugal em 2022 disse que a Amazônia é uma ‘grande terra de ninguém’, não abordou a crise atual. Hosana de Lima, uma maquiadora e Youtuber que protestou pintando uma girafa em defesa da Amazônia, e até mesmo celebridades brasileiras como Luciano Huck, Angélica e Xuxa, que já falaram sobre a região, também estão “desaparecidos”,  enquanto a floresta queima e a população afetada precisa de ajuda. 

A situação no Amazonas é desesperadora, com uma onda de fumaça que afeta a saúde da população e o meio ambiente. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou um número recorde de 2.770 focos de calor ativos no estado somente em outubro, apesar de ser apenas metade do mês.

A deputada estadual Joana Darc alertou que mais de 95% das queimadas na Amazônia são causadas deliberadamente pela ação criminosa de seres humanos e defendeu a prisão para os responsáveis, considerando essas ações como crimes continuados contra a humanidade e o meio ambiente. Também nesta semana, o superintendente regional do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, apontou os agropecuaristas como responsáveis, mas não forneceu detalhes sobre suas atividades, o tamanho de suas propriedades, autuações legais, ou provas concretas que os conectem aos incêndios.

Nesta sexta-feira, a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sugeriu que o público não compreende as questões ambientais. Ela pediu o “apoio da população” para combater as queimadas e acusa a ação criminosa em propriedades privadas e áreas públicas como um fator agravante. O governo anunciou medidas paliativas, mas não apresentou ações concretas para lidar com as queimadas no Amazonas.

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