Aos 81 anos e com contas reprovadas no TCE-AM, Amazonino tenta voltar ao comando de Manaus

Ex-governador do Amazonas, Amazonino Mendes, tenta voltar ao comando da capital Manaus, mesmo tendo suas contas reprovadas durante mandato tampão.
Redação O Poder
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Manaus | AM

O ex-governador do Estado, Amazonino Mendes, divulgou, nesta quinta-feira (20), em seu perfil no Instagram, que recebeu apoio da direção nacional do Podemos, partido ao qual se filiou há alguns meses pelas mãos do deputado estadual Wilker Barreto, para concorrer à Prefeitura de Manaus nas eleições deste ano.

Aos 81 anos, o ‘Negão’, como também é chamado, teve suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), durante seu mandato como governador tampão, e mesmo assim tenta voltar ao comando da capital do Estado. Ele foi o único governador da história do Amazonas a ter as contas reprovadas pelo TCE.

Amazonino Mendes com Wilker Barreto, Renata Abreu, presidente do Podemos e Francisco Deodato (Imagem: Reprodução)

O ‘Negão’ assumiu o comando do Estado, em 2018, em substituição a David Almeida, também pré-candidato à prefeitura em 2020, o qual ficou poucos meses no poder após a cassação de José Melo (Pros) pela Justiça Eleitoral, por compra de votos.

Entre as irregularidades constatadas pelo TCE, estavam a de que Amazonino havia ignorado ressalvas feitas no ano anterior pela Corte de Contas, o crescimento da dívida ativa, que chegou a 42%, passando da casa dos R$ 2 bilhões; e o aumento de 47,7% para 48,3% nos gastos com pessoal, o que colocou em riscos a administração.

Também em 2018, Amazonino assinou um dos mais polêmicos e controversos contratos de sua administração. A contratação da Giuliani Security & Safety LLC, do ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, que ocorreu sem licitação ao custo de R$ 5,6 milhões. Após a polêmica, o Amazonas reduziu o valor para R$ 4,7 milhões, o qual foi pago integralmente, conforme dados do Portal da Transparência.

O objeto do contrato era a prestação de consultoria na área de segurança pública, para a elaboração de políticas que resultassem na diminuição da criminalidade no Amazonas, algo que não ocorreu.

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