Potássio: Senadora propõe intervenção nos órgãos de Justiça por ‘ativismo’ judicial em Autazes

Senadora propõe intervenção do CNJ e CNMP para supostamente combater 'ativismo judicial' em caso de extração de potássio no Amazonas.
Redação O Poder
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Em declaração nesta semana, a senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, expressou preocupação com o que ela descreve como “ativismo” judicial contra a extração de potássio em Autazes, no interior do Amazonas. A parlamentar defendeu a intervenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para avaliar o caso.

“Toda essa confusão, e a gente tem que ser claro, está na mão de uma pessoa, essa pessoa que não quer o empreendimento. Então eu acho que nós temos que ir no CNJ e temos que chamar o CNJ, o CNMP aqui, conversar sobre o assunto específico e outros mais que nós temos no Brasil.”, disse.

A declaração ocorreu durante uma audiência da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado. A senadora destaca a importância de abordar o tema em âmbito nacional, ressaltando as consequências do suposto ativismo judicial para o desenvolvimento do país.

“Nós precisamos cobrar, afinal de contas, nas sabatinas que a gente faz, a gente conversa com todos, mas a gente precisa mostrar a eles o que acontece e que o nosso país, o que o povo brasileiro perde com esse ativismo, às vezes amalucado, graças a Deus de alguns poucos, mas que precisa ser corrigido”, acrescentou a senadora.

Nesta sexta-feira (24), uma denúncia revelou uma possível interferência indevida do procurador da República, Fernando Merloto Soave, no processo judicial envolvendo a empresa Potássio do Brasil em Autazes, Amazonas. Áudios obtidos exclusivamente indicam que o procurador orientou lideranças indígenas da etnia Mura sobre a inspeção judicial que resultou na cassação da licença para exploração mineral.

Denúncia: Procurador guia indígenas em estratégia para anular licença da Potássio

 

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