“Atuação dos órgãos é insuficiente para conter a crise climática e proteger nossa saúde”, diz Amom

Deputado Amom Mandel alerta sobre a crise climática no Amazonas e cobra ações mais efetivas do governo para conter as queimadas e proteger a saúde da população.
Redação O Poder
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Manaus, que já enfrentou uma das piores qualidades do ar do mundo no ano passado, continua a sofrer com um ar cada vez mais tóxico. O deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), que presidiu uma audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, fez um alerta preocupante sobre a situação: “É inaceitável que Manaus tenha o pior ar do Brasil. Estamos respirando fumaça, e isso é apenas o começo. A tendência é que piore ainda mais nos próximos dois meses, com consequências devastadoras para a saúde da população e o meio ambiente.”

O parlamentar destacou que, apesar dos esforços governamentais para combater o desmatamento e os incêndios florestais, as ações ainda são insuficientes. “Quando olhamos para os dados do Ibama, Ministério do Meio Ambiente e o governo do Amazonas, fica claro que a atuação está muito aquém do necessário para conter a crise climática que se agrava. A saúde dos ribeirinhos, das populações tradicionais e dos indígenas está em risco, e os recursos destinados para enfrentar esse desafio são inadequados.”

A audiência reuniu autoridades do Ministério do Meio Ambiente, Ibama, ICMBio e outros órgãos, que discutiram medidas para conter as queimadas no Amazonas, que já consumiram mais de 2,6 milhões de hectares na Amazônia brasileira. Embora o desmatamento tenha caído 47% em 2024, o aumento dos focos de incêndio no sul do estado preocupa as autoridades.

Amom Mandel também criticou a falta de fiscalização adequada e a escassez de brigadistas para combater os incêndios. “Estamos em uma emergência ambiental, mas o estado e o governo federal não têm recursos suficientes para lidar com essa crise. As populações mais vulneráveis são as que mais sofrem, e é urgente que ações mais efetivas sejam implementadas”, finalizou o deputado.

O governo do Amazonas, em resposta, anunciou medidas como a Operação Aceiro e a Operação Céu Limpo, mas, para Amom, essas ações ainda estão longe de ser suficientes para proteger a floresta e as comunidades que dependem dela.

Veja a audiência pública:

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