Moraes usou TSE contra manifestantes após ofensas a ministros do STF em Nova York

Ministro do STF usou informações do TSE para monitorar e coibir manifestantes que protestaram contra ministros durante evento em Nova York.
Redação O Poder
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Em novembro de 2022, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informações e relatórios sobre manifestantes que protestaram contra ministros do Supremo em Nova York. Os protestos ocorreram durante o Lide Brazil Conference, realizado nos dias 14 e 15 de novembro, após o segundo turno das eleições. Entre os ministros presentes estavam Moraes, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso. Vídeos mostraram manifestantes hostilizando os ministros em locais públicos e o ex-presidente Michel Temer também foi alvo de insultos.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o gabinete de Moraes combinou informalmente com o TSE a produção de relatórios para embasar ações contra bolsonaristas no inquérito das fake news. Áudios vazados no escândalo “Vaza Toga” indicam que assessores de Moraes expressaram preocupação sobre a legitimidade do método usado para obter informações e elaborar relatórios fora do rito formal.

O juiz Airton Vieira, que atua no STF, pediu a Eduardo Tagliaferro do TSE para identificar e relatar as atividades de manifestantes. As postagens, que incluíam informações sobre o evento e o hotel onde os ministros estavam hospedados, foram monitoradas. Vieira solicitou relatórios rápidos e simples para fundamentar ações e bloqueios contra manifestantes.

Entre os alvos estavam o bolsonarista Filipe Sabará, o empresário Alessandro Lucio Boneares e o cantor gospel Davi Sacer. Tagliaferro expressou preocupações sobre o impacto de ações contra Sacer, mas Vieira insistiu que o pedido vinha diretamente de Moraes. O monitoramento também focou em Carla Zambelli e Allan dos Santos, este último foragido nos EUA.

Às 19h do dia 15 de novembro, Vieira ordenou levantamentos sobre o que Zambelli e Allan dos Santos estavam publicando sobre o evento. Tagliaferro, com um tom irônico, mencionou dificuldades em rastrear as postagens, e Vieira reafirmou a necessidade de relatórios específicos sobre esses alvos.

 

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