Bi Garcia é impedido na Justiça de barrar obra que resolve problema da água em Parintins

Decisão judicial permite início de obras para resolver problemas de abastecimento de água em Parintins, cidade do Amazonas.
Redação O Poder
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A Desembargadora Maria das Graças Pessôa Figueiredo, plantonista do Tribunal de Justiça do Amazonas, decidiu nesta sexta-feira (14) manter a decisão que permite o início das obras de saneamento em Parintins, desconsiderando o pedido de efeito suspensivo feito pelo Município. A decisão é um avanço crucial para o Programa de Saneamento Integrado (PROSAI), que visa solucionar problemas críticos de abastecimento e tratamento de água no município.

O agravo de instrumento foi interposto pelo Município de Parintins contra uma decisão da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que havia determinado a imediata viabilização das áreas necessárias para o PROSAI. Esta decisão tinha como objetivo assegurar que o Estado do Amazonas pudesse iniciar as obras de revitalização do sistema de distribuição e tratamento de água.

O Município argumentou que não estava atrasando a implementação do projeto e que estava apenas seguindo os trâmites legais para a cessão dos imóveis necessários. Contudo, o Estado alegou que a demora na autorização estava prejudicando o progresso do projeto.

Em sua decisão, a Desembargadora Maria das Graças Pessôa Figueiredo analisou a urgência do caso e determinou que não havia motivos para suspender os efeitos da decisão de primeira instância. A Desembargadora ressaltou que a decisão agravada visava a proteção da saúde pública e a prevenção de escassez de água em um período crítico de seca no Estado.

A decisão de primeiro grau, que determinou o uso imediato das áreas pelo Estado, tem como finalidade evitar que a população de Parintins enfrente problemas graves relacionados à qualidade da água, como escassez e possíveis doenças associadas ao consumo de água imprópria.

O PROSAI é um projeto fundamental para melhorar a infraestrutura de água e esgoto em Parintins, garantindo a qualidade do abastecimento e a saúde pública. A continuidade das obras é essencial para que o município possa enfrentar a atual crise hídrica e melhorar as condições de vida da população local.

Apesar dos argumentos do Município de Parintins, a Desembargadora concluiu que a colaboração para o início das obras seria a melhor forma de avançar com a solução dos problemas de abastecimento de água. Segundo a decisão, qualquer obstáculo adicional à implementação das obras só agravaria a situação, colocando em risco a saúde dos moradores.

A decisão da Justiça reflete a necessidade urgente de avançar com as obras de saneamento em Parintins, enfatizando a importância de uma resposta rápida às questões de abastecimento de água. Com a decisão mantida, espera-se que o projeto PROSAI possa avançar sem mais atrasos, trazendo alívio e melhorias significativas para a população de Parintins.

Ag Instrumento Indeferimento efeito suspensivo Parintins X Amazonas

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