Na noite desta segunda-feira, 25 de novembro de 2024, o ex-presidente Jair Bolsonaro concedeu uma coletiva de imprensa no Aeroporto Internacional de Brasília, após retornar de Maceió. Durante a entrevista, Bolsonaro abordou o recente indiciamento pela Polícia Federal (PF) por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Bolsonaro classificou as acusações como “terríveis” e afirmou que não há justificativa para denúncias feitas de forma “leviana”. Ele enfatizou que “golpe de Estado é uma coisa séria” e que “ninguém vai dar golpe com um general da reserva e mais meia dúzia de oficiais”.
O ex-presidente também mencionou que estudou “todas as medidas dentro das quatro linhas” da Constituição, negando qualquer intenção de agir fora dos limites legais . Além disso, reconheceu a possibilidade de ser preso em decorrência do indiciamento.
A coletiva ocorreu em meio a um cenário político tenso, com a PF indiciando Bolsonaro e outras 37 pessoas por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. O relatório de mais de 800 páginas foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda decisão do procurador-geral da República sobre os próximos passos.
Bolsonaro criticou o ministro do STF Alexandre de Moraes, acusando-o de proceder ilegalmente no inquérito, manipulando depoimentos e realizando prisões sem denúncia formal . Ele afirmou que a verdadeira batalha começará na Procuradoria-Geral da República (PGR).
Este indiciamento coloca em risco os planos de Bolsonaro para concorrer à presidência novamente em 2026, uma vez que ele já havia sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030.
Veja vídeo: