Cortes do governo do Lula afetam obras no Amazonas, incluindo portos e aeroportos

Cortes orçamentários do governo federal afetam obras de portos e aeroportos no Amazonas, prejudicando a mobilidade e o desenvolvimento regional.
Redação O Poder
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As mudanças fiscais implementadas pelo governo federal para cortar gastos, visando conter a alta dos juros no Brasil, impactam diretamente o Amazonas. A iniciativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, resultou no corte de quase R$ 32 milhões em verbas que seriam destinadas a obras no estado.

Em todo o país, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promoveu cortes superiores a R$ 700 milhões em investimentos que seriam aplicados em obras. No Amazonas, as principais áreas afetadas envolvem portos e aeroportos, fundamentais para a infraestrutura e logística do estado.

Nesta quinta-feira (5), uma portaria do Ministério do Planejamento e Orçamento, liderado por Simone Tebet, revelou os municípios atingidos pelos cortes. Entre eles estão Manaus, Coari, Parintins e Jutaí.

Os cortes impactaram obras essenciais, como a reforma e reaparelhamento do aeroporto de Parintins, com um corte de R$ 500 mil, e o aeroporto de Coari, que perdeu R$ 17,2 milhões. Além disso, a construção de terminais fluviais em Jutaí e São Raimundo, assim como o Porto da Manaus Moderna, também tiveram verbas reduzidas.

Obras afetadas pelos cortes:

  • Portos e aeroportos (Fundo Nacional de Aviação Civil)
    • Reforma do aeroporto de Parintins: R$ 500 mil
    • Reforma do aeroporto de Coari: R$ 17.197.323
  • Portos e aeroportos (Administração direta)
    • Construção de terminal fluvial em Jutaí: R$ 2.215.912
    • Construção do Porto da Manaus Moderna: R$ 10.255.253
    • Construção de terminal fluvial em São Raimundo: R$ 1.521.902

O texto que tramita no Congresso Nacional, e prevê economias de R$ 327 bilhões até 2030, deve trazer novos ajustes em obras e programas federais, provocando impactos significativos em diversos estados. No caso do Amazonas, as medidas afetam diretamente projetos de infraestrutura essenciais para o desenvolvimento regional e a melhoria na mobilidade logística.

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