O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) apura uma denúncia de fraude relacionada à cota de gênero nas eleições municipais de Manaus. No foco das investigações está o vereador Wallace Oliveira (DC), que concorreu ao pleito de 2024 registrado como mulher, supostamente para atender à exigência de 30% de candidaturas femininas.
A Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) obriga os partidos a respeitarem uma proporção mínima de 30% e máxima de 70% de candidaturas por gênero. Entretanto, irregularidades no preenchimento das cotas pelo Democracia Cristã (DC) foram identificadas pelo sistema de análise de Demonstrativos de Regularidade de Atos Partidários (DRAPs) do TRE-AM.
Além da candidatura de Wallace Oliveira, outra falha foi registrada com Joana Cristina França da Costa, que não estava filiada ao partido e tinha pendências eleitorais, reduzindo o percentual de candidaturas femininas do DC para 28,57%, abaixo do mínimo exigido.
Wallace Oliveira, embora registrado como mulher no sistema eleitoral, não foi eleito, ficando como suplente do vereador Elan Alencar (DC), que recebeu 8.611 votos. Wallace obteve 4.557 votos, mas agora está no centro de uma polêmica que pode comprometer a validade de toda a chapa do Democracia Cristã. O caso segue sob investigação.