Revista britânica aponta incoerência na política externa e queda de popularidade de Lula

Revista britânica analisa postura 'incoerente' da diplomacia brasileira e queda de popularidade de Lula.
Redação O Poder
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A revista britânica The Economist publicou nesta semana uma análise crítica sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacando a postura “incoerente” da diplomacia brasileira e a crescente impopularidade do chefe do Executivo no cenário interno. A publicação estampa o título “A real nowhere man” (em tradução livre, “Um verdadeiro homem de lugar nenhum”) para definir o atual momento político do presidente do Brasil. Segundo a revista, a posição do governo brasileiro diante do recente bombardeio dos Estados Unidos a instalações nucleares do Irã expôs um desalinhamento em relação às demais democracias ocidentais.

Em nota oficial, o Itamaraty afirmou “condenar veementemente” a ação americana, postura considerada atípica entre os aliados tradicionais dos EUA. A reação brasileira foi vista como um sinal do estreitamento de laços com regimes como o do Irã. O texto também menciona a realização da próxima cúpula do BRICS, prevista para julho, no Brasil, com a presença de delegações da China, Rússia e Irã. Para a The Economist, a centralidade do Brasil em um BRICS mais ampliado e dominado por países com governos autoritários reforça uma guinada na política externa do país, que tem sido conduzida de forma confusa e contraditória.

Além das críticas no campo internacional, a publicação também aponta uma perda de apoio interno. “Luiz Inácio Lula da Silva também está perdendo popularidade em casa”, diz a revista, ao afirmar que o presidente tem enfrentado dificuldades para se adaptar às mudanças do cenário político global e doméstico.

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