Aldo Rebelo critica política ambiental e abandono do Acre por Marina Silva

Ex-deputado federal critica política ambiental e abandono do Acre pela ministra Marina Silva.
Redação O Poder
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O ex-deputado federal Aldo Rebelo, relator do Código Florestal na Câmara dos Deputados, criticou duramente a ministra Marina Silva e a atual situação do Acre durante coletiva na Assembleia Legislativa nesta sexta-feira (25/7). Segundo Rebelo, a falta de ligação terrestre entre o Acre e a cidade peruana de Pucallpa é “um crime contra os interesses do Brasil”, destacando que o Acre é a porta de entrada para o Oceano Pacífico.

“É um absurdo que a ligação entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa não tenha sido feita. O mundo inteiro está conectado por ferrovias. A China constrói 38 mil quilômetros de ferrovia a cada quatro anos, e nós não conseguimos avançar em nada”, afirmou.

Rebelo criticou ainda Marina Silva, ressaltando que, apesar de considerar o Acre um “paraíso”, a ministra abandonou o estado para morar em São Paulo, onde foi eleita deputada federal. “Tenho muita crítica a ela por ter saído do Acre e estar convivendo com a elite de São Paulo. Ela diz que o Acre é um paraíso, mas não quis viver aqui. Depois de Eva, foi a segunda mulher a abandonar o paraíso. Eva por amor, Marina por outra razão. Ela disse que o Acre é o paraíso, mas eu me pergunto: para quem? A Amazônia tem os piores indicadores sociais do país”, criticou.

Ele ainda chamou a atenção para a incoerência na política ambiental: “Andei por toda a Transamazônica, vi o lixo sendo jogado nos rios. Se alguém diz defender o meio ambiente, por que o Fundo Amazônia não financia aterros sanitários?”, questionou.

Rebelo também criticou a Operação Suçuarana, realizada pelo ICMBio em junho deste ano na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre. Segundo ele, a ação prejudica quem busca apenas sobreviver e serve para agradar ONGs financiadoras, enquanto o narcotráfico, que é o maior empregador em algumas cidades da Amazônia, permanece intocado.

“Estamos às vésperas da Conferência do Clima (COP-30), e para prestar contas às ONGs cometem essas barbaridades contra pessoas que só querem sobreviver. Será que a operação é tão eficiente contra o narcotráfico? Em algumas cidades, o maior empregador não é a prefeitura, mas o narcotráfico. Todo mundo sabe disso. Mas onde estão as ações do Estado? Polícia Federal, Força Nacional, operações de guerra? Não é atrás dos narcotraficantes, mas atrás de quem planta uma roça para sobreviver. É disso que deveríamos estar falando”, concluiu.

 

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