O ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, foi condenado a pagar R$ 135,4 mil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por danos morais, segundo decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O caso remonta a uma coletiva de imprensa realizada em 2016, quando Dallagnol usou uma apresentação em PowerPoint para explicar o papel do petista no esquema do petrolão. O nome de Lula aparecia no centro de expressões como “organização criminosa”, “propinocracia” e “perpetuação criminosa no poder”.
O juiz Carlo Brito Melfi determinou que o valor, que inclui juros, correção monetária e honorários advocatícios, seja pago em até 15 dias. Caso o prazo não seja cumprido, haverá multa de 10% sobre o total, além de novos honorários. O valor da indenização é menor do que os R$ 1 milhão pedidos pela defesa de Lula em 2016.
A condenação foi confirmada em junho deste ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com relatoria da ministra Cármen Lúcia. A decisão gerou reações entre apoiadores da Lava Jato e críticos do atual governo, que enxergam no julgamento uma tentativa de silenciar vozes que combateram a corrupção nos últimos anos.
Dallagnol ainda não se manifestou sobre a decisão. Nos bastidores, aliados classificam o caso como um “revés para o combate à impunidade” e um “triunfo político do lulismo contra seus críticos históricos”.