Barroso cogita deixar STF após presidência em meio a tensões internas e temor de sanções, diz site

Ministro Barroso avalia deixar o STF após presidência, em meio a atritos internos e temor de sanções internacionais.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa um período de tensão institucional. De acordo com informações do site Poder360, divulgadas nesta quarta-feira (6), o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, estaria avaliando a possibilidade de deixar o STF após concluir seu mandato na presidência, que termina no fim de setembro.

Embora publicamente adote um tom conciliador, Barroso estaria frustrado com os embates internos e, segundo aliados, demonstra um sentimento de impotência diante das divergências entre os ministros. Caso confirme a saída, o ministro deixaria a Corte sete anos e meio antes da aposentadoria compulsória, prevista para março de 2033.

Com forte ligação com os Estados Unidos — incluindo imóveis em Miami e participação frequente em atividades acadêmicas em Harvard —, Barroso é visto como um dos ministros mais vulneráveis a possíveis sanções da Lei Magnitsky, que permite aos EUA impor restrições a pessoas acusadas de violar direitos humanos e praticar atos antidemocráticos.

A eventual saída abriria uma nova vaga no STF, permitindo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar seu terceiro nome à Corte neste mandato. Já foram nomeados Cristiano Zanin e Flávio Dino. Entre os cotados para uma nova indicação estão o ministro do TCU Bruno Dantas, o advogado-geral da União Jorge Messias, o ministro da CGU Vinicius Carvalho e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Nos bastidores, o Poder360 também revelou que pelo menos cinco ministros confidenciaram desconforto com a atuação de Alexandre de Moraes nos casos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão recente de colocá-lo em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica teria ampliado o mal-estar. A avaliação interna é que houve precipitação por parte de Moraes.

O clima de insegurança jurídica e o receio de punições externas agravam as tensões no STF, que vive um dos momentos mais sensíveis desde o fim da ditadura.

Carregar Comentários