Um momento de tensão marcou a sessão da Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira (6), durante o processo de desobstrução do plenário. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) caiu no chão em meio a um tumulto, após se chocar com a deputada Camila Jara (PT-MS). O episódio gerou acusações e narrativas distintas entre os envolvidos.
A confusão ocorreu quando o presidente em exercício da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), deu início à retirada dos parlamentares da oposição que ocupavam a mesa da presidência, como parte de um protesto. Em meio ao empurra-empurra entre seguranças e deputados, Nikolas acabou no chão.
Nas redes sociais, o parlamentar mineiro afirmou que foi agredido por Camila Jara e acusou a deputada de ter agido intencionalmente. “A esquerda age assim: te agride quando ninguém está vendo”, publicou.
Camila Jara, por sua vez, negou qualquer agressão e afirmou, em nota oficial, que reagiu ao aperto da multidão como “qualquer mulher reagiria ao ser pressionada por um homem num ambiente de confusão”. A deputada, que está em tratamento contra um câncer, disse ainda que repudia o que classificou como uma campanha de perseguição digital e afirmou que continuará sua atuação política baseada no diálogo.
O tumulto aconteceu após mais de 30 horas de obstrução liderada por deputados da oposição. O grupo pressionava para que fosse pautado o projeto que amplia a anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A ocupação do plenário impediu a votação de outras propostas, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos.