Delegado Péricles reforça defesa da CPI do Asfalto e critica pressão contra investigação

Deputado estadual defende instauração de CPI do Asfalto para apurar irregularidades no programa de pavimentação da capital amazonense.
Redação O Poder
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O deputado estadual Delegado Péricles (PL) voltou a defender, nesta terça-feira (12/08), a instauração da CPI do Asfalto na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para investigar o convênio firmado entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus, que teria destinado cerca de R$ 1 bilhão ao programa “Asfalta Manaus”.

Segundo Péricles, o pedido da CPI foi protocolado com dez assinaturas, número suficiente para abrir as investigações, após a Câmara Municipal não conseguir apoio para criar uma comissão semelhante. O parlamentar destacou que a população reclama diariamente das condições precárias da infraestrutura da capital, mesmo após o alto volume de recursos investidos.

“Esse programa gastou praticamente um bilhão de reais e, mesmo assim, a cidade enfrenta sérios problemas de buracos e má qualidade do asfalto. Isso é um clamor popular e nós precisamos investigar”, afirmou.

Nos últimos dias, três deputados que haviam assinado o pedido solicitaram a retirada de seus nomes. A Procuradoria da Aleam vai analisar se esse procedimento é juridicamente possível, já que o protocolo da CPI já foi realizado.

Péricles afirmou que, mesmo que as retiradas sejam aceitas, há parlamentares dispostos a assinar, como a deputada Débora Menezes. “Da mesma forma que se pode retirar assinatura, pode-se acrescentar. A CPI é necessária para esclarecer o uso desse recurso público”, reforçou.

O deputado também associou a resistência à investigação à atuação política do prefeito David Almeida (Avante). “Há conversa de bastidores do prefeito, porque ele está desesperado e não quer essa CPI. Mas nosso papel é investigar”, declarou.

Para Péricles, o caso ganhou força após o depoimento do cidadão João Vítor na tribuna da Aleam, que relatou tragédias causadas por buracos nas ruas de Manaus. “Infelizmente, não foi só a Giovanna que morreu. Houve também um rapaz que perdeu o braço. Esses problemas matam e mutilam pessoas. É nosso dever fiscalizar”, concluiu.

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