A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento parcial do inquérito que investiga o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), flagrado com dinheiro escondido na cueca durante uma operação da Polícia Federal realizada em 2020, em Roraima.
O pedido foi encaminhado ao ministro Flávio Dino, relator do caso no STF. Segundo a PGR, não há elementos suficientes para comprovar a origem ilícita dos valores apreendidos na residência do parlamentar, incluindo o dinheiro encontrado em cofres e em suas vestes íntimas.
“No que se refere aos valores em espécie apreendidos na residência do senador da República, durante o cumprimento das diligências de busca e apreensão realizadas em 14 de outubro de 2020, não se logrou demonstrar a proveniência ilícita do numerário”, afirmou o órgão no parecer.
Além do arquivamento em relação ao senador, a PGR recomendou que os demais trechos da investigação, que envolvem empresários e servidores estaduais sem foro privilegiado, sejam encaminhados à Justiça de Roraima. Para o Ministério Público, não há razão para que esses pontos permaneçam sob análise do Supremo após a exclusão das imputações contra o parlamentar.
A apuração teve início a partir de denúncias feitas por um ex-integrante da Secretaria de Saúde de Roraima e investigava possíveis desvios de recursos destinados ao combate à pandemia da Covid-19. Durante a operação, a Polícia Federal encontrou mais de R$ 30 mil escondidos na cueca do senador.
À época, Chico Rodrigues afirmou que o dinheiro seria utilizado para pagamento de funcionários e que o escondeu por nervosismo no momento da abordagem. A decisão final sobre o pedido de arquivamento caberá ao ministro Flávio Dino.