Em Israel, Flávio Bolsonaro se reúne com Netanyahu e acusa Lula de antissemitismo

Senador Flávio Bolsonaro se reúne com Netanyahu e acusa Lula de antissemitismo durante visita oficial a Israel.
Redação O Poder
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cumpriu agenda oficial em Israel nesta segunda-feira (26), onde foi recebido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A visita integra uma série de articulações internacionais ligadas à projeção política do parlamentar, que busca fortalecer seu nome no cenário da direita global.

O encontro ocorreu durante um jantar de gala, após os compromissos do segundo dia da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no país. Na ocasião, Netanyahu fez referência à proximidade com a família Bolsonaro e mencionou a presença dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, que acompanha a agenda em Israel desde dezembro.

“Nós temos aqui membros do parlamento, incluindo dois irmãos. Eduardo e Flávio Bolsonaro, é muito bom ver vocês do Brasil. Estão aqui outros membros do Parlamento e convidados ilustres. Quero dar boas-vindas a todos vocês”.

Além do encontro político, Flávio participou de atividades de cunho religioso e simbólico, como a visita ao Muro das Lamentações e o batismo no Rio Jordão, momentos que foram registrados em suas redes sociais.

Já nesta terça-feira (27), durante seu discurso na conferência internacional, o senador fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem acusou de antissemitismo ao comentar a política externa brasileira em relação ao conflito no Oriente Médio.

“Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é exagero. É baseado em suas ideias, seus conselheiros, suas palavras e suas ações”.

Flávio afirmou ainda que o presidente brasileiro teria deixado de condenar o Hamas em episódios recentes para direcionar críticas a Israel, alegando que o Brasil estaria alinhado a países que apoiam organizações terroristas. Em seu discurso, também citou o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim.

“O principal responsável pela política internacional de Lula, seu maior conselheiro, Celso Amorim, escreveu o prefácio de um livro que aplaude o Hamas e o apresenta como um grupo político normal”.

Ao encerrar sua fala, o senador declarou que, em um eventual governo seu, o Brasil adotaria posição clara de alinhamento com Israel e com países que combatem o terrorismo.

“Israel está na linha de frente da democracia contra a barbárie. Deixe-me dizer isso claramente, o Brasil deve estar com Israel, com os judeus, com as democracias que lutam contra o terror”.

Israel é o terceiro país visitado por Flávio Bolsonaro em agendas internacionais recentes. Em 2025, ele esteve em El Salvador e, no início de 2026, viajou aos Estados Unidos, onde tentou se reunir com o presidente Donald Trump, encontro que não chegou a se concretizar.

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