Anotações de Flávio apontam Maria do Carmo como opção do PL ao governo do Amazonas

A empresária Maria do Carmo Seffair surge como possível opção para o governo, enquanto as discussões para o Senado envolvem figuras como o deputado federal Alberto Neto e o senador Plínio Valério.
Redação O Poder
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Registros manuscritos atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelam que o Partido Liberal já discute, internamente, a formação de chapas para as eleições estaduais de 2026. O material, apresentado durante reunião da cúpula da legenda em Brasília, expõe cenários traçados para diferentes estados, entre eles, o Amazonas.

Intitulado “Situação nos Estados”, o documento reúne projeções para disputas ao governo e ao Senado em diversas regiões do país. Embora o foco maior recaia sobre colégios eleitorais estratégicos como São Paulo e Minas Gerais, as menções ao Amazonas indicam que o estado está inserido no planejamento nacional da sigla.

Bastidores no Amazonas

No trecho relacionado ao estado, aparecem nomes ligados ao campo conservador. A empresária Maria do Carmo Seffair surge como possível opção para o governo, enquanto as discussões para o Senado envolvem figuras como o deputado federal Alberto Neto e o senador Plínio Valério.

As anotações também fazem referência ao governador Wilson Lima (UB), apontado como potencial candidato ao Senado. Contudo, o registro sugere um cenário de avaliação eleitoral delicada, indicando preocupação com índices de aprovação.

Outro nome citado nos bastidores é o do vereador Sargento Salazar (PL), o mais votado para a Câmara Municipal de Manaus em 2024. A leitura interna é de que ele poderia disputar vaga na Câmara dos Deputados, ampliando a bancada federal da legenda e influenciando o desenho das chapas proporcionais.

Há ainda menção à possibilidade de composição com Wilson Lima, hipótese considerada viável por setores do partido, sobretudo pela convergência com o eleitorado conservador no estado.

Estratégia nacional

As anotações indicam que o PL trabalha de forma coordenada para estruturar candidaturas competitivas em estados como São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Paraná e Piauí. A movimentação reforça que a sigla busca consolidar protagonismo regional com foco no fortalecimento do campo alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

No Amazonas, lideranças partidárias avaliam que o cenário permanece aberto e dependerá das definições nacionais, das possíveis federações e da dinâmica entre governo estadual e forças conservadoras.

A antecipação das articulações demonstra que, nos bastidores, a disputa de 2026 já está em curso e o Amazonas aparece como peça relevante no tabuleiro eleitoral da direita.

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