O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), oficializou na manhã desta quarta-feira (15) sua candidatura à eleição indireta para o comando do Executivo Estadual. O ato de registro, realizado na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), foi marcado por um forte simbolismo de união: Cidade terá como vice em sua chapa o ex-prefeito e atual deputado Serafim Corrêa (PSB).
Durante coletiva de imprensa, Cidade não se esquivou das perguntas sobre os bastidores da disputa e revelou que tem mantido conversas diretas com os principais expoentes da política amazonense e nacional. Segundo ele, o diálogo flui com os senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), além do presidente do PL no Amazonas, Alfredo Nascimento, e do ex-governador Wilson Lima (União Brasil).
Construção de Consensos
A estratégia de Cidade é clara: pavimentar o caminho para a eleição do dia 4 de maio através da construção de pontes. Questionado sobre o apoio da bancada do PL na Aleam — composta pelos deputados Cabo Maciel, Débora Menezes e Delegado Péricles —, o candidato preferiu manter a cautela institucional.
“Essa pergunta tem que ser feita aos nossos representantes do povo. Eles vão decidir o voto deles no dia 4”, pontuou Cidade, transferindo a responsabilidade da decisão final para os seus pares de parlamento, mas reforçando que seu canal de diálogo está aberto com todos os espectros políticos.
Estado em Movimento
Além da articulação política, o governador interino destacou que sua prioridade imediata é impedir que a máquina pública sofra solução de continuidade durante o processo sucessório excepcional.
“O momento é de construção. Tenho andado todos os dias, cumprido agenda de entregas e trabalhando na sede do governo para que o estado do Amazonas não fique parado até a decisão”, afirmou.
A chapa Cidade-Serafim une a força da nova geração política, representada pelo atual presidente da Aleam, com a experiência administrativa de Serafim Corrêa. A composição é vista nos bastidores como uma tentativa de pacificar as frentes políticas e garantir uma transição segura para o mandato-tampão.