Presidente do TJ-AC assume Governo do Acre durante agenda de Mailza Assis em Manaus

Desembargador Laudivon Nogueira assume o Executivo pela segunda vez em menos de um mês; ausência simultânea da governadora e do presidente da Aleac aciona linha sucessória
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O comando do Palácio Rio Branco sofreu uma alteração temporária neste fim de semana. O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), desembargador Laudivon Nogueira, assumiu a chefia do Governo do Estado neste fim de semana. A transferência de cargo ocorre em função da viagem da governadora Mailza Assis para Manaus (AM), onde cumpre agenda institucional.

Esta é a segunda vez que o magistrado assume o comando do Executivo desde que Mailza tomou posse no início de abril. De acordo com a Constituição Estadual, o presidente do Judiciário é o terceiro na linha de sucessão, sendo acionado quando o governador e o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) estão simultaneamente ausentes ou impedidos. Como o deputado Nicolau Júnior, chefe do Legislativo, também cumpre agenda fora do estado, o desembargador responderá pelos atos administrativos até a próxima quarta-feira (22).

Vácuo de Poder e Continuidade

A última vez que Laudivon Nogueira esteve à frente do Estado foi no dia 13 de abril. Durante esse breve período de transição, a presidência do TJ-AC fica sob a responsabilidade da vice-presidente, desembargadora Regina Ferrari.

Laudivon foi empossado na presidência do Tribunal em fevereiro de 2023, liderando a gestão do biênio 2025-2027 ao lado de Waldirene Cordeiro (vice) e Nonato Maia (corregedor). Sua presença interina no Executivo reforça a estabilidade institucional do Acre em momentos de vácuo nas instâncias políticas tradicionais.

A Sucessão no “Novo” Acre

A frequência com que o Judiciário tem sido acionado para o comando do Executivo reflete um momento de intensa movimentação externa da nova gestão. Mailza Assis, ao buscar interlocução em centros vizinhos como Manaus, sinaliza uma tentativa de fortalecer alianças regionais, deixando a “chave da casa” com o Judiciário, o que mantém a máquina pública em funcionamento sem sobressaltos partidários na Aleac.

Carregar Comentários