O governador do Amazonas, Roberto Cidade, oficializou a nomeação da primeira-dama do estado para um cargo estratégico no Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), órgão responsável pela coordenação de projetos sociais e distribuição de recursos para ações voltadas a famílias em situação de vulnerabilidade.
A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado e rapidamente repercutiu nos bastidores políticos amazonenses por ampliar a participação da família do governador em áreas consideradas centrais dentro da estrutura administrativa do Governo do Amazonas.
O Fundo de Promoção Social é um dos principais instrumentos utilizados pelo governo estadual para execução de programas sociais, apoio a entidades assistenciais, ações de combate à pobreza e projetos voltados ao empreendedorismo social no Amazonas. O órgão também possui forte visibilidade institucional devido à articulação direta com municípios e organizações da sociedade civil.
Segundo informações divulgadas pelo governo, a primeira-dama deverá atuar em projetos ligados à inclusão social, assistência às famílias vulneráveis e fortalecimento de iniciativas comunitárias. A gestão estadual afirma que a escolha busca ampliar a integração entre programas sociais e políticas públicas desenvolvidas pelo Executivo.
A movimentação, porém, provocou debate entre opositores e analistas políticos, que passaram a discutir o peso político do cargo e a ampliação da influência do núcleo familiar do governador dentro da administração estadual. Embora a legislação brasileira permita a atuação de primeiras-damas em funções públicas em determinadas situações, nomeações desse tipo frequentemente geram questionamentos políticos sobre concentração de poder e estrutura administrativa.
Nos últimos anos, o FPS ganhou protagonismo dentro do Governo do Amazonas por coordenar editais sociais, repasses para instituições filantrópicas e projetos voltados à geração de renda. Em 2025, o órgão ampliou programas ligados ao empreendedorismo feminino, capacitação profissional e apoio a famílias afetadas por eventos climáticos extremos no estado.
Aliados de Roberto Cidade afirmam que a presença da primeira-dama no órgão pode fortalecer a articulação social do governo e ampliar o alcance de projetos assistenciais no interior do Amazonas. Já críticos avaliam que a decisão reforça o caráter político da estrutura social do Executivo estadual.
A nomeação ocorre em meio às movimentações políticas para 2026, período em que programas sociais e ações de assistência costumam ganhar maior visibilidade no cenário estadual.