O senador Eduardo Braga (MDB) voltou a movimentar os bastidores da política amazonense após fazer declarações críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) durante agenda em Parintins, no interior do Amazonas. A fala aconteceu poucos dias antes da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao estado e elevou a tensão entre aliados da base governista local.
O episódio começou após Braga ser questionado sobre a decisão do PT Amazonas de manter apoio político ao senador Omar Aziz (PSD) e ao ex-deputado federal Marcelo Ramos nas articulações para as eleições de 2026. Ao comentar o posicionamento da legenda, o senador minimizou o peso político do partido no cenário local, gerando forte repercussão nos bastidores.
A declaração ocorre em um momento estratégico para o grupo ligado ao presidente Lula no Amazonas. O PT tenta consolidar uma chapa competitiva para as eleições estaduais e ampliar espaço nas articulações para o Senado Federal. Lideranças petistas defendem o nome de Marcelo Ramos como prioridade da legenda para a disputa de 2026.
Nos bastidores, integrantes do partido interpretaram a fala de Braga como um recado direto ao PT amazonense. A avaliação interna é de que o desgaste pode dificultar ainda mais a construção de consenso entre MDB, PT e PSD antes da definição oficial das alianças eleitorais.
A visita de Lula ao Amazonas passou a ser tratada como peça importante nas negociações políticas locais. O presidente deve participar de agendas institucionais em Manaus, mas aliados avaliam que o encontro também servirá para medir a força política dos grupos que disputam protagonismo dentro da base governista no estado.
O cenário ganha ainda mais relevância diante do avanço das articulações da direita para 2026 no Amazonas. Enquanto o campo conservador já trabalha nomes como Maria do Carmo Seffair, Alberto Neto e possíveis candidaturas ligadas ao bolsonarismo, a esquerda busca evitar divisões internas que possam enfraquecer o grupo no próximo pleito.
Apesar do clima de tensão, lideranças próximas ao governo federal acreditam que a presença de Lula no Amazonas poderá ajudar na reconstrução do diálogo entre os partidos aliados e reduzir o desgaste político provocado pelas recentes declarações.