Dois promotores e um procurador de Justiça do Ministério Público do Pará (MPPA) foram afastados cautelarmente das funções por 120 dias após uma investigação apontar suspeitas de envolvimento em diferentes crimes.
A decisão foi tomada pela Corregedoria Nacional do Ministério Público, que também determinou a abertura de Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra os três membros da instituição.
As medidas foram adotadas com base em informações reunidas durante uma investigação criminal conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do próprio Ministério Público do Pará.
No caso dos dois promotores de Justiça, os elementos analisados apontam, em tese, para possíveis infrações relacionadas a associação criminosa, corrupção passiva, advocacia administrativa qualificada e lavagem de dinheiro.
Já o procurador de Justiça é investigado por suspeitas de advocacia administrativa e tráfico de influência, além de possíveis violações de deveres funcionais.
O afastamento tem caráter cautelar e foi determinado pelo prazo de 120 dias. Isso significa que a medida ocorre durante o andamento das apurações e não representa uma condenação definitiva dos investigados.
As decisões da Corregedoria Nacional ainda serão analisadas pelo plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Caso a abertura dos processos disciplinares seja confirmada pelo colegiado, os casos serão encaminhados a conselheiros relatores, responsáveis pela condução das investigações administrativas e pela apresentação dos processos para julgamento final.
Até a conclusão dos procedimentos, os três membros permanecem afastados das funções.