Manaus | AM
O ex-vereador de Manaus e pré-candidato ao Senado, Chico Preto (Avante), afirmou, em entrevista ao Jornal da Cidade, do site Imediato e O PODER, nesta quarta-feira (11), que enquanto uns brigam para ser o candidato de Lula (PT) e de Jair Bolsonaro (PL), ele quer ser o representante do povo do Amazonas.
A fala foi uma clara alfinetada nos concorrentes Omar Aziz (PSD) e Coronel Menezes (PL), que usam as imagens dos líderes nacionais como plataforma eleitoral.
“Um candidato diz: eu vou ser o senador do Lula. Outro diz que vai ser o do Bolsonaro. E a pergunta é: quem vai ser o senador do povo do amazonas? O Lula não precisa de senador tampouco o Bolsonaro. O Lula sabe se cuidar e o Bolsonaro de igual modo. Quem precisa de uma voz, quem precisa de um senador é o cidadão, é o Amazonas. E eu me sinto pronto para ser essa voz que hoje o Amazonas não tem no Senado da República. A gente olha para o Senado e vê um Amazonas em maus caminhos, acovardado diante dos grandes temas”, disse.
Chico afirmou, também, que segue trabalhando para pavimentar sua candidatura ao Senado e a destacou que se não disputar a eleição para senador, estará fora do pleito.
“Estou filiado ao Avante e quando entrei pela porta da frente deixei claro que o momento da minha caminhada política é o da disputa de senador e nenhum outro cargo. Não estou construindo esse momento para lá na frente recuar. Humildemente digo: se eu não for candidato ao senado eu não serei candidato a nada”, revelou.
Caso Daniel Silveira
Chico Preto falou, ainda, sobre o caso do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e nove meses de prisão e recebeu a graça constitucional do presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, há uma clara atuação política de parte de membros da Suprema Corte e que somente o Senado pode frear essa escalda autoritária do STF.
“Os cidadãos não podem mudar os ministros do Supremo Tribunal Federal porém os cidadãos podem trocar os senadores. E ter senadores que tem ficha limpa, um passado de enfrentamento para fazer frente a esse tipo de questão”, finalizou.