‘Previsão’ de Guedes se cumpre e FMI mostra economia do Brasil maior que chinesa em 2022

Dados do FMI mostram que o crescimento do PIB brasileiro em 2022 superou o da China, a segunda maior economia do mundo.
Redação O Poder
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MANAUS | AM

Pela primeira vez em 42 anos, em 2022, a economia do Brasil cresceu mais que a China, considerada a segunda maior do mundo. Segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), o cálculo mostra que o Produto Interno Bruno (PIB) apresentou expansão de 3,1%, enquanto que a economia chinesa foi de 3%. Os dados batem com a “previsão” do ex-ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, que já calculava no ano passado que o País passaria do vizinho asiático.

O FMI é uma organização financeira que atua junto a países membros auxiliando na manutenção da estabilidade econômica e financeira, por meio da cooperação internacional. Os dados do fundo sobre Brasil e China são preliminares, já que os países ainda não divulgaram números oficiais. Apesar disso, especialistas já comemoram o levantamento.

Para o economista e professor Orígenes Martins, o crescimento do PIB brasileiro não foi garantido “por mágica”. Se por um lado, a expansão econômica do País foi maior por conta do desempenho ruim da chinesa, por outro, o Brasil apresentou boa atuação na gestão do ex-ministro Paulo Guedes.

“Em parte, [o crescimento foi] pelo bom desempenho que o Brasil teve na gestão de Paulo Guedes; o equilíbrio fiscal, uma boa e coerente política econômica frente aos problemas que tivemos na pandemia e na questão da Guerra da Ucrânia”, pontuou o especialista, em entrevista ao site O PODER.

PIB

De acordo com o relatório do FMI, divulgado na segunda-feira (30), o Brasil também superou economicamente países como França (2,6%), Estados Unidos (2%) e Alemanha (1,9%). Os dados revelam que o fundo errou a projeção feita em janeiro do ano passado, na qual mostra que o PIB brasileiro ficaria estagnado, variando 0,3% em 2022.

Na época, após o fundo mostrar ainda crescimento de 3,5% na economia francesa, 4% na norte-americana, 3,8% na alemã e 4,8% na chinesa, o então ministro Paulo Guedes já cravava que o Brasil surpreenderia o FMI e o mundo e já seria maior que o da China.

“Nossa inflação caiu de 12,5% para 5,5% neste ano e a deles subindo, há desorganização do mercado na Inglaterra, greve na França, estagflação nos EUA. O Brasil possivelmente está crescendo mais do que a China. Se crescermos nos próximos dois meses, passamos a China também”, declarou Guedes, em outubro de 2022, no Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária “Brasil Export”, em Brasília.

Tendência

Ante o crescimento econômico, o economista Orígenes Martins que o governo brasileiro deve enfrentar desafios em relação ao comércio mundial. “Queira, ou não queira, não podemos esquecer que o mundo está globalizado. O Brasil continua sendo um polo exportador de alimentos, matéria-prima e, poderia hoje, também, ser um polo exportador de produtos industrializados se não tivesse tanta burocracia e problemas tributários que travam nosso progresso”, salientou.

“Apesar de todo essa desconfiança, por conta da insatisfação política que temos, ainda acredito que a tendência que nós temos é de crescimento, de manutenção de uma economia ainda pujante e crescente. Não podemos esquecer que, diante de um continente gigante como a América do Sul, somos um País líder a nível político e econômico”, estimou.

A tendência de crescimento também é estimada pelo economista e ex-ministro de Minas e Energia do governo Bolsonaro, Adolfo Sachsida, que apontou para uma expansão do PIB brasileiro de mais de 2% em 2023.

Sachsida se baseia na criação de 2,04 milhões de empregos formais em 2022, segundo dados divulgados na terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em artigo publicado no site Poder360, o economista alerta, por outro lado, que a projeção pode mudar para pior com os riscos do governo atual.

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