Transição de governo e reforma tributária geram tensão em empresariado local: ‘resolveram puxar o freio de mão’

Incertezas da transição de governo e da reforma tributária geram preocupação no empresariado de Manaus, afetando a retomada econômica.
Redação O Poder
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MANAUS | AM

A transição do governo de Jair Bolsonaro (PL) para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além das incertezas da reforma tributária, têm gerado tensão nos empresariado da capital amazonense. É como analisa o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag.

Para ele, além destes fatores, a tributação aplicada no cenário estadual também é somada à preocupação dos empresários, sobretudo neste primeiro trimestre de 2022.

“Uma transição de um governo, que tinha uma polarização muito grande, foi complicado, ainda está sendo. Muitos empresários resolveram puxar o freio de mão porque ainda não sabem o quê vai acontecer com a situação de uma reforma tributária, e ainda mais com a situação de um aumento de carga de impostos do governo do Estado. Tivemos um aumento de ICMS e, com isso tudo, ficou todo mundo preocupado com os valores, com as vendas, com os resultados”, afirmou o dirigente da CDL Manaus, em entrevista ao ‘Boa Noite, Amazônia’, da Rede Onda Digital, nesta quinta-feira (6).

Assayag também relembra que, no final do ano passado, Manaus passou por uma onda de abertura de lojas, mas que isso foi interrompido no início deste ano e avalia a situação como negativa para a economia local.

“Nós precisávamos dar o maior numero de empregos e essa previsão, que a gente ia conseguir promover mais dois mil empregos fixos, a pessoas que já estaria trabalhando diretamente, isso não aconteceu, isso preocupou um pouco a gente”, analisou o gestor.

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Para a Páscoa deste ano, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Manaus) estima um faturamento de 60 milhões, o que representa um crescimento de 4% do setor comercial em relação ao período do ano anterior. Entretanto, a alta não parece ser tão significativa comparada à queda dos rendimentos ocorrida após a pandemia.

“O crescimento de 4% da Páscoa não é tão bom, porque em 2020 e 2021 tivemos um resultado muito ruim. Lógico, tudo paralisado, eu vou a zero. Quando eu vou a zero, qualquer coisa já dá um resultado positivo. Então, nós crescemos isso para em torno de 35mil toneladas em 2022 e em 2023 fomos a 38 mil toneladas de chocolates para ovos de Páscoa. Você vê que os ovos até diminuíram de tamanho por causa da inflação. Tem que diminuir o chocolate para dar no bolso do cidadão, para que ele possa comprar”, ressaltou o presidente da CDL Manaus.

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